- Míssil invade Zona Verde e atinge heliporto da embaixada dos EUA
- Camilo Santana anuncia saída do MEC para turbinar reeleição de Elmano
- Carreta arranca braço de motociclista na CE-265 e motorista foge
- Crato: pai e filho baleados; suspeito morre em confronto com PM
- Virada na janela: Apóstolo Luiz Henrique troca PSD por MDB
Após PF apontar rombo de R$ 10 bi, dois conselheiros deixam BRB
Brasília (DF) – O Banco de Brasília (BRB) perdeu, de uma só vez, dois integrantes do conselho de administração a pouco mais de três semanas da assembleia que deve redesenhar o comando da instituição.
- Em resumo: Marcelo Talarico e Luis Fernando de Lara Resende renunciaram em meio à pressão por perdas que podem ultrapassar R$ 10 bilhões.
Entenda a dança das cadeiras
As renúncias, comunicadas ao mercado na noite de quarta-feira (28), ocorrem após o governo do Distrito Federal – acionista majoritário – convocar assembleia para 19 de fevereiro com o objetivo de eleger um novo colegiado. As vagas abertas serão ocupadas pelos nomes já indicados: Edison Garcia, Joaquim de Oliveira e Sérgio Nazaré.
O movimento vem na esteira da investigação da Polícia Federal que, em novembro, mirou operações entre o BRB e o Banco Master, consideradas capazes de gerar um prejuízo superior a R$ 10 bilhões. O Banco Central determinou ainda que o BRB provisionasse R$ 3 bilhões para manter a segurança de suas operações.
“O rombo potencial passa de R$ 10 bilhões”, diz relatório da PF sobre as transações com carteiras de crédito problemáticas.
Risco bilionário e impacto no mercado
Segundo dados públicos do Banco Central, o BRB encerrou o terceiro trimestre de 2023 com ativos totais de aproximadamente R$ 42,6 bilhões e índice de Basileia de 15,3%, acima do mínimo regulatório de 10,5%. Mesmo assim, a necessidade de separar R$ 3 bilhões em provisões pode pressionar a rentabilidade e limitar a concessão de novos créditos.

Especialistas lembram que, em liquididade, cada ponto percentual perdido no índice de capital representa menor capacidade de emprestar. Caso as perdas se materializem, o banco controlado pelo GDF pode ter de buscar reforço de capital no mercado ou junto ao Tesouro distrital, repetindo episódios de reestruturação de bancos estaduais na década de 1990.
O que você acha? A troca acelerada de conselheiros trará a confiança necessária aos clientes do banco público? Para mais análises do setor financeiro, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / TV Globo
