Petróleo dispara 5% em horas após ameaça militar de Trump
Londres – Na tarde de 29 de janeiro de 2026, o barril de petróleo subiu mais de 5% em questão de horas depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a ameaçar ataques ao Irã, um dos maiores produtores da commodity. O movimento reaquece temores de desabastecimento e pressiona os preços dos combustíveis no mundo todo.
- Em resumo: WTI salta a US$ 64,43 e Brent rompe a barreira de US$ 70 pela 1ª vez desde setembro.
Por que o barril disparou tão rápido?
O mercado reagiu à fala de Trump de que “o tempo está se esgotando” para um acordo nuclear. Analistas veem risco de bloqueio no Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado globalmente, segundo a Base de dados do Banco Central.
Com a ameaça, fundos que operam contratos futuros elevam a aposta em alta de curto prazo, fenômeno conhecido como flight to quality, que normalmente também impulsiona metais preciosos.
WTI avançava 5,1%, a US$ 64,43 por barril, enquanto o Brent subia 5,0%, a US$ 71,84.
Impacto no bolso e no cenário geopolítico
Historicamente, cada variação de 10% no petróleo reflete de 3% a 4% no preço médio da gasolina brasileira nas semanas seguintes, conforme cálculos da Agência Nacional do Petróleo. Em 2022, crise similar elevou a inflação global em 1,2 ponto percentual.

No campo diplomático, a escalada relembra o ataque a drones de 2019, que derrubou 5,7% da produção saudita e fez o Brent subir 15% em um dia. Especialistas alertam que um confronto direto pode interromper 3,8 milhões de barris diários que saem do Irã, reacendendo debates sobre estoques de segurança nos países importadores.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters
