Hospitalização de Lula exige prótese e 6 semanas de repouso
BRASÍLIA-DF – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi internado na manhã desta sexta-feira (30) para uma artroplastia total de quadril, procedimento classificado pelos médicos como “delicado”, que deve afastá-lo da agenda oficial por, pelo menos, seis semanas.
- Em resumo: cirurgia coloca prótese de titânio e impõe a Lula fisioterapia intensiva até meados de novembro.
Por que a operação era inevitável
Segundo a equipe do Hospital Sírio-Libanês, o desgaste ósseo provocado por artrose avançada limitava a mobilidade do chefe do Executivo e gerava dores constantes. Dados do Ministério da Saúde indicam que intervenções semelhantes cresceram 32 % na última década entre brasileiros acima dos 60 anos.
A opção pela artroplastia total – troca completa da articulação por uma prótese de titânio e polietileno – reduz em até 90 % os sintomas dolorosos, mas exige reabilitação cuidadosa para evitar luxações ou infecções.
“O presidente preferiu concentrar vários compromissos antes da internação para ter uma recuperação sem pressa”, disse a equipe médica em nota.
Agenda política em compasso de espera
Com 77 anos, Lula deve permanecer três dias no hospital e mais quatro em residência oficial antes de retomar despachos por videoconferência. Viagens internacionais foram suspensas, entre elas a participação presencial na COP28, cuja presença agora dependerá da avaliação ortopédica.

No Planalto, a expectativa é que a vice-presidente e ministros assumam compromissos cerimoniais. O Senado já foi informado sobre possíveis adiamentos de projetos que demandam assinatura pessoal do presidente em outubro.
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