Desemprego despenca a 5,6% em 2025, menor nível já registrado
RIO DE JANEIRO – A taxa média anual de desocupação ficou em 5,6% em 2025, o menor patamar desde o início da série histórica do IBGE, iniciada em 2012. A marca reforça a força do mercado de trabalho brasileiro mesmo diante da Selic a 15% ao ano.
- Em resumo: 1 milhão de brasileiros saíram da fila do desemprego em 12 meses.
Por que o emprego cresce apesar dos juros recordes?
Segundo a analista Adriana Beringuy, os setores que contratam mais – serviços de informação, comunicação, finanças e administração pública – dependem pouco de crédito bancário. Isso reduz o impacto direto dos juros altos sobre a geração de vagas, apontam dados da PNAD Contínua do IBGE.
Além disso, o salário mínimo maior e o avanço da formalização injetaram renda real de R$ 25,4 bilhões na economia em 2025, favorecendo o consumo de bens não duráveis e serviços pessoais.
“O que impulsionou a economia foi o crescimento da renda do trabalhador, e não o acesso ao crédito”, resume Beringuy.
Recordes de ocupação e renda elevam pressão sobre a inflação
O nível de ocupação atingiu 59,1% da população em idade ativa, novo recorde, enquanto a massa de rendimentos reais chegou a R$ 361,7 bilhões – alta de 7,5% em um ano. Para economistas, essa combinação sustenta o PIB, mas prolonga a cautela do Banco Central na hora de cortar juros.

Mesmo com o recuo na construção (-3,9%), o emprego industrial subiu 2,3% e o trabalho com carteira assinada avançou 2,8%, alcançando 38,9 milhões de vagas formais – superior ao pico pré-pandemia. No comparativo internacional, apenas Chile e México registraram queda parecida no desemprego nos últimos dois anos, segundo a OCDE.
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Crédito da imagem: Divulgação / Agência Brasília
