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sexta-feira, março 13, 2026

Universidade Federal Indígena e UFEsporte são propostas ao Congresso

Universidade Federal Indígena e UFEsporte são propostas ao Congresso

Universidade Federal Indígena e UFEsporte são propostas ao Congresso – O governo federal enviou ao Legislativo projetos de lei que instituem a Universidade Federal Indígena (Unind) e a Universidade Federal do Esporte (UFEsporte), com previsão de início das atividades em 2027.

As duas instituições terão sede em Brasília e estrutura multicampi. A meta é ampliar o acesso de povos originários ao ensino superior e profissionalizar o esporte de alto rendimento no país.

Unind mira inclusão e respeito aos saberes tradicionais

A Unind deverá ofertar até 48 cursos de graduação e atender cerca de 2,8 mil estudantes nos quatro primeiros anos, com processos seletivos próprios para contemplar a diversidade linguística e cultural.

Segundo o Ministério da Educação, o currículo abrangerá gestão ambiental, línguas indígenas, saúde, direito e agroecologia, entre outras áreas estratégicas para a autonomia dos povos originários. Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) indicam que alunos indígenas representam menos de 1% das matrículas em universidades públicas, o que reforça a necessidade de políticas específicas.

UFEsporte foca na ciência e na gestão do alto rendimento

A UFEsporte integrará formação acadêmica, pesquisa e centros de excelência espalhados pelo país, aproveitando parte da infraestrutura construída para os Jogos Olímpicos Rio 2016.

Serão oferecidos cursos presenciais e a distância em ciência do esporte, medicina esportiva, gestão, marketing e nutrição, além de programas voltados ao paradesporto e à equidade de gênero e raça. A universidade também se articulará com a Lei de Incentivo ao Esporte, recentemente transformada em política pública permanente e com dedução maior no Imposto de Renda para patrocínios.

Imagem: Agência Brasil

Orçamento e prazos

Os projetos preveem instalações físicas, contratação de docentes e técnicos a partir de 2026, para que as primeiras turmas ingressem em 2027. O governo ainda não detalhou o impacto orçamentário, mas sinalizou parceria com a Universidade Aberta do Brasil para reduzir custos de expansão.

Para mais reportagens sobre educação e políticas públicas, acompanhe nossa editoria de Educação.


Crédito da imagem: Valter Campanato / Agência Brasil

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://c4noticias.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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