Interior de SP lucra ao extrair óleo de 28 plantas raras
Pindorama (SP) – Em seis hectares, um sítio do Noroeste Paulista transformou 28 espécies aromáticas, de lavanda francesa a erva-baleeira, em uma nova fonte de renda graças à produção orgânica de óleos essenciais.
- Em resumo: propriedade usa quatro dornas de 500 L e já comercializa óleos diretamente ao consumidor.
Do canteiro ao frasco: a rota do aroma
O cultivo irrigado garante matéria-prima uniforme o ano todo. Colhidas, as plantas seguem para o galpão onde a técnica de arraste a vapor – com controle minucioso de pressão e temperatura – extrai o óleo em cerca de uma hora. A capacidade instalada permite processar duas toneladas verdes por dia, mas há também uma dorna menor, de 100 L, operada por Dona Eunice para lotes especiais.
Segundo dados do IBGE, a área destinada a plantas condimentares e medicinais cresceu 12 % em São Paulo na última década, refletindo a demanda por insumos naturais na indústria de cosméticos e alimentos.
“Em cada vidrinho, um aroma e muitos benefícios extraídos da natureza.”
Mercado bilionário mira pequenos produtores
Relatórios internacionais projetam que o mercado global de óleos essenciais alcance US$ 27 bilhões até 2027, impulsionado por aromaterapia, cosmética vegana e controle biológico de pragas. Nesse cenário, a produção artesanal de Pindorama ganha vantagem competitiva por ser orgânica e rastreável – atributos valorizados por laboratórios e perfumarias.

Além da lavanda, espécies tropicais como capim-limão e manjericão exibem teores de citral e linalol acima da média, reduzindo a dependência de importações. Já a malaleuca, conhecida por seu poder antisséptico, desponta como alternativa nacional ao óleo de tea tree australiano.
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Crédito da imagem: Divulgação / TV TEM
