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segunda-feira, março 30, 2026

FKA Twigs desbanca Skrillex e leva Grammy 2026 de melhor álbum

FKA Twigs desbanca Skrillex e leva Grammy 2026 de melhor álbum

LOS ANGELES (EUA) – A noite do Grammy 2026, realizada neste domingo (1º) no Crypto.com Arena, entrou para a história ao coroar FKA Twigs com o troféu de Melhor Álbum Dance/Eletrônico, superando nomes consagrados como Skrillex. A cerimônia, apresentada pelo comediante sul-africano Trevor Noah, confirmou também o favoritismo de Tame Impala e cravou o dueto de Cynthia Erivo e Ariana Grande como momento pop do ano.

  • Em resumo: vitórias inesperadas e domínio latino reforçam nova geografia do pop global.

Reviravolta nas pick-ups: por que o álbum de Twigs venceu

Com “Eusexua”, a britânica FKA Twigs arrebatou críticos e votantes ao mesclar drum’n’bass com referências de soul. Segundo dados oficiais da Recording Academy, a votação foi uma das mais acirradas da década, refletindo a ascensão dos gêneros híbridos nas plataformas de streaming.

Até então, a aposta majoritária era de que Skrillex repetiria o feito de 2023, ano em que o DJ levou duas estatuetas na categoria. A reviravolta evidencia um movimento já detectado pela consultoria Luminate: faixas rotuladas como “experimental dance” cresceram 38 % em plays globais em 2025.

“A academia deixou claro que inovação sonora vale mais que números de vendas”, avaliou Trevor Noah, ao anunciar o resultado.

O mapa de vencedores e o peso latino

Entre as surpresas, “End of Summer” garantiu a Tame Impala o prêmio de Melhor Gravação Dance/Eletrônica, enquanto Cynthia Erivo & Ariana Grande levaram Melhor Performance Pop de Dupla/Grupo com “Defying Gravity”.

No front latino, o Grammy 2026 reforçou a diversidade regional: Natalia Lafourcade ganhou Melhor Álbum de Pop Latino com “Cancionera”, e o duo argentino CA7RIEL & Paco Amoroso conquistou o título de Melhor Álbum de Rock ou Alternativo Latino por “PAPOTA”. A expansão do mercado hispânico é visível: relatório da IFPI mostra que América Latina já responde por 6,4 % da receita fonográfica mundial, contra 4,4 % em 2020.

Brasileiros também figuraram entre os indicados. O disco “Caetano e Bethânia Ao Vivo” concorreu a Melhor Álbum de Música Global, comprovando o apelo internacional da MPB, mesmo sem levar a estatueta desta vez.

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Crédito da imagem: Divulgação / Recording Academy

Ana Catarina
Ana Catarina
Sou jornalista independente, dedicada à apuração rigorosa e à produção de conteúdos informativos de qualidade. Busco levar notícias relevantes com linguagem clara, responsabilidade e compromisso com a verdade.
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