Encapuzados quebram 4 meses de paz em Araripe; comerciante morto
ARARIPE, CE – Na manhã de 2 de fevereiro de 2026, um ataque à queima-roupa pôs fim a quase quatro meses sem homicídios no município. O comerciante Francisco Pereira de Aquino, o “Ceará”, de 53 anos, foi executado a tiros em frente à casa onde morava, no distrito de Pajeú, por três homens encapuzados que chegaram em um carro branco.
- Em resumo: trio mascarado atirou e fugiu, matando o comerciante dias antes de seu 54º aniversário.
Ação relâmpago em plena manhã
Testemunhas relataram que apenas um dos ocupantes desceu do veículo e efetuou os disparos. A vítima já havia sido citada em 2006 por receptação de uma moto furtada, mas desde então mantinha um pequeno bar na comunidade. O crime eleva para dois o número de homicídios no Cariri em fevereiro.
De acordo com o Atlas da Violência, o Ceará registrou taxa de 35,5 mortes por 100 mil habitantes em 2022, acima da média nacional; a reativação do índice em Araripe reforça a tendência de interiorização da violência no estado.
“Ele estava abrindo o comércio quando foi surpreendido. Não houve discussão”, afirmou um morador que preferiu não se identificar.
Escalada regional e impacto comunitário
O episódio ecoa o homicídio de Juarez dos Santos Pereira, 54, em 14 de outubro, também cometido por agressores encapuzados. Na ocasião, a rápida ação do RAIO resultou na prisão de dois suspeitos, incluindo um adolescente de 17 anos.

Especialistas em segurança apontam que a repetição do mesmo modus operandi — homens mascarados, fuga motorizada e alvo selecionado — sugere a presença de grupos de execução na região do Cariri. A Polícia Civil investiga se há conexão entre os dois casos.
O que você acha? A interiorização da violência exige novas estratégias de policiamento? Para mais notícias sobre segurança pública, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação
