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Voz de ‘Joy to the World’ morre aos 83; fortuna evaporou
Studio City, Los Angeles – Ícone do rock norte-americano, Chuck Negron, ex-vocalista do Three Dog Night, morreu em casa, vítima de insuficiência cardíaca e DPOC. A partida encerra a história de uma voz que emplacou sucessos mundiais e enfrentou a perda de toda a fortuna para o vício.
- Em resumo: cantor vendeu 40 milhões de discos, mas chegou a viver na Skid Row após torrar o patrimônio em drogas.
Do topo das paradas ao colapso financeiro
Entre 1969 e 1975, o Three Dog Night colocou 21 singles no Top 40 da Billboard, impulsionados pela voz potente de Negron em hits como “Joy to the World” e “One”. Na mesma velocidade em que o dinheiro entrava, o cantor mergulhava em heroína e cocaína.
Em meados de 1980, os royalties despencaram, e Negron foi demitido da própria banda. Sem recursos, passou meses em abrigos de Los Angeles, realidade contada no livro “Three Dog Nightmare”.
“Gastei tudo o que ganhei com drogas; acordei na calçada sem saber como havia chegado lá”, relatou Negron em entrevistas na época de lançamento da autobiografia (1999).
Reabilitação, legado e reconciliação tardia
Livre do vício desde 1991, ele lançou sete discos solo e voltou aos palcos mesmo convivendo três décadas com doença pulmonar obstrutiva crônica. Estimativas do CDC norte-americano apontam que DPOC é causa direta de 150 mil mortes anuais nos EUA, número que contextualiza a luta do artista.
Embora o grupo nunca tenha entrado no Rock and Roll Hall of Fame, sua influência permanece: “Joy to the World” segue entre as cem canções mais tocadas em rádios clássicas do país, segundo levantamento anual da Nielsen Music.

Em 2023, Negron selou paz com o cofundador Danny Hutton, deixando apenas ele e o guitarrista Michael Allsup como sobreviventes do trio original. O cantor deixa esposa, cinco filhos e a lembrança de que sucesso meteórico pode cobrar preço alto.
O que você acha? A trajetória de altos e baixos de Negron serve de alerta sobre dependência química? Para mais histórias do entretenimento, acesse nossa editoria Pop.
Crédito da imagem: Divulgação / AP/John Hayes
