Golpes em 2026 usam IA e já tiram até US$ 445 mi dos idosos
Washington (EUA) – A sofisticação de golpistas digitais, turbinada por Inteligência Artificial, deve tornar 2026 um ano crítico para quem navega na internet, especialmente pessoas com mais de 60 anos. Relatório da Comissão Federal de Comércio mostra que, entre 2020 e 2024, o valor perdido em fraudes acima de US$ 100 mil saltou de US$ 55 milhões para alarmantes US$ 445 milhões. Especialistas alertam: o Brasil segue no mesmo caminho, exigindo vigilância redobrada já.
- Em resumo: Cinco modalidades de golpe – de “recuperação” a falsas propostas de emprego – dominam o radar de 2026.
Por dentro das novas armadilhas digitais
Consultores da AARP apontam que crimes como o “conto da recuperação” devem liderar as queixas. Nele, estelionatários cobram taxas para, supostamente, resgatar dinheiro perdido em investimentos-fantasma, muitos ligados a criptomoedas. Quando a vítima percebe a fraude e ameaça acionar a polícia, os próprios criminosos voltam a contatá-la fingindo ser agentes oficiais, prática que duplica o prejuízo.
A “prisão digital” segue na mesma linha: falsas videochamadas de policiais, documentos deepfake e pressão psicológica para pagamento imediato de “fianças”. Fraudes de chantagem sexual (“Olá, pervertido”), romance virtual e anúncios de trabalho inexistentes completam a lista. Segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), transferências via aplicativos permanecem o método favorito dos golpistas, graças à liquidez quase instantânea.
“A quantidade de adultos acima dos 60 anos que reportaram perdas de US$ 10 mil ou mais quadruplicou entre 2020 e 2024”, destaca o órgão regulador norte-americano.
Brasil não está imune: veja como se prevenir
Levantamento da Febraban indica que mais de 70% dos golpes bancários registrados em 2025 ocorreram por engenharia social, reforçando a necessidade de checar links, evitar pagar taxas adiantadas e, sobretudo, desligar a chamada diante de pressão ou ameaças. No campo trabalhista, o Ministério do Trabalho lembra que nenhuma empresa séria cobra para agendar entrevista. Já no mercado de namoro, o passo básico é manter a conversa dentro da plataforma e exigir encontros presenciais em locais públicos.

Outra medida efetiva é recorrer a sites oficiais, como o Banco Central para “dinheiro esquecido”, evitando clicar em SMS ou e-mails. Idosos podem ainda habilitar senhas de dupla autenticação e compartilhar rotinas de segurança com familiares, reduzindo a vulnerabilidade emocional que muitos criminosos exploram.
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Crédito da imagem: Divulgação / Pixabay
