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Arranjos inéditos desvendam lado autoral de Paulo Moura
RIO DE JANEIRO – Com arranjos escritos do zero para saxofone e piano, o carioca Carlos Malta e o norte-americano Cliff Korman lançam na sexta-feira, 6 de fevereiro, o álbum “Saudade do Paulo”, revivendo sete composições pouco exploradas de Paulo Moura (1932-2010) e reafirmando a influência do maestro no jazz e no choro contemporâneos.
- Em resumo: disco traz sete faixas de Moura e uma homenagem inédita assinada por Korman.
Como a dupla lapidou as partituras de 1971 a 2003
Das gafieiras de “Fibra” ao clima urbano de “Lavadeira’s Blues”, Malta e Korman reescreveram cada compasso para um diálogo intimista entre sopro e teclado. Segundo dados do IBGE, o consumo de música instrumental cresceu 28 % na última década, movimento que pode ampliar a audiência do projeto.
Os músicos conviveram com Moura por anos: Korman foi aluno dele em Nova York e depois virou parceiro em álbuns como “Gafieira Jazz” (2006). Malta, por sua vez, herdou o sax soprano dourado que se tornou marca registrada do mestre.
“Paulo sempre dizia que música boa não precisa de rótulo, só de alma”, lembra Cliff Korman.
Por que “Saudade do Paulo” importa agora
Especialistas veem o lançamento como antídoto à padronização do streaming. Relatório da IFPI mostra que apenas 3 % das faixas mais ouvidas no Brasil são instrumentais; ao reposicionar Moura, o disco coloca holofote em um legado que mescla samba, choro e jazz sem fronteiras.

Além disso, o trabalho chega em meio à discussão sobre a retomada da Lei Rouanet, que destinou R$ 14,4 bilhões às artes em 2023. Projetos de resgate histórico, como este álbum, tendem a ganhar fôlego extra caso o teto de captação seja revisto no Congresso.
O que você acha? A memória de Paulo Moura ganha a força que merece com esse lançamento? Para mais reflexões sobre música e cultura, acesse nossa editoria Pop.
Crédito da imagem: Divulgação / Isabela Espíndola
