Simulador do INSS volta, mas erro no CNIS pode cortar benefício
Brasília – Em 4 de fevereiro de 2026, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) reativou o simulador de aposentadoria depois de uma semana de instabilidade. Advogados previdenciários, porém, alertam que dados desatualizados no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) ainda podem distorcer o cálculo e diminuir o valor futuro do benefício.
- Em resumo: Se o CNIS estiver errado, o simulador ignora contribuições e pode reduzir anos de serviço do segurado.
Simulação falha quando o vínculo não fecha
O CNIS armazena todos os vínculos de trabalho e salários. Quando a data de saída não aparece ou a empresa deixou de recolher o INSS, o sistema “entende” que não houve contribuição e calcula menos tempo de serviço. A correção é manual: basta clicar no ícone de lápis, inserir as datas certas e incluir recibos de contribuição individual se necessário. Para o pedido definitivo, o trabalhador terá de apresentar carteira de trabalho ou holerites, como determina a legislação.
Segundo levantamento do Banco Central, o INSS desembolsa mais de R$ 80 bilhões em benefícios por mês, e qualquer falha cadastral pode impactar diretamente o orçamento público e familiar.
“Um vínculo aberto no CNIS pode subtrair anos de contribuição e atrasar a aposentadoria”, reforça Adriane Bramante, presidente da Comissão de Direito Previdenciário da OAB-SP.
Condições especiais ficam fora da calculadora
Professores, pessoas com deficiência ou trabalhadores expostos a agentes nocivos contam com regras próprias que não aparecem na ferramenta. Nesses casos, é preciso reunir documentos como PPP, laudos médicos e contratos de trabalho para comprovar o direito à redução de tempo ou à aposentadoria especial.

Desde a reforma da Previdência de 2019, o INSS oferece mais de dez modalidades de aposentadoria. O órgão paga atualmente 39 milhões de benefícios mensais, o que reforça a importância de um cadastro sem falhas para evitar recursos e atrasos.
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Crédito da imagem: Divulgação / G1
