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Spotify lucra enquanto “Sina de Ofélia” soma 40 versões
São Paulo – Sina de Ofélia — a adaptação brasileira criada por inteligência artificial para “The Fate of Ophelia”, de Taylor Swift — saiu do universo dos memes e se tornou um fenômeno industrial: já são pelo menos 40 versões no Spotify e mais de 30 vídeos no YouTube, algumas delas cantadas por artistas de carne e osso.
- Em resumo: música não autorizada rendeu 40 covers, entrou no Viral 50 e alimenta debate sobre direitos autorais.
Por que a cópia da cópia virou febre
O primeiro arquivo surgiu em dezembro de 2025, simulando as vozes de Luísa Sonza e Dilsinho por IA. O apoio bem-humorado dos próprios cantores turbinaram o alcance, e logo surgiram clipes hiper-realistas também gerados por algoritmos.
Quando as plataformas suspenderam o áudio original, criadores anônimos repostaram a faixa e abriram caminho para releituras em sertanejo, funk, trap e até pagode baiano. A cada upload, o texto oficial da Polícia Civil do Ceará sobre crimes virtuais lembra que uso indevido de voz e melodia pode configurar violação de direito autoral — mas a canção permanece ativa.
“Essas músicas de IA são versões não autorizadas de ‘The Fate of Ophelia’. Elas não são plágios, porque plágio seria se estivessem se passando por outra coisa mesmo sendo idênticas à música da Taylor”, explica o advogado Gustavo Deppe.
Streaming fatura, artistas testam limites legais
Com 1,5 milhão de views em um único clipe e presença constante no Viral 50, “Sina de Ofélia” gera royalties que o Spotify distribui entre perfis anônimos — prática criticada por especialistas. Segundo a Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI), o streaming respondeu por 67% da receita global da música em 2024, o que dimensiona o impacto financeiro de hits virais, mesmo sob suspeita.

Solange de Almeida, Rikinho e Raissa gravaram vozes reais sobre a base de IA, mantendo letra e melodia. Como a versão original carece de aval de Taylor Swift, ninguém detém exclusividade: regravar virou um atalho para charts rápidos, mas também um risco de remoção súbita.
O que você acha? O uso de IA na música deve ser regulado com mais rigor ou a criatividade coletiva fala mais alto? Para mais matérias sobre cultura pop, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação
