22.1 C
Ceará
domingo, março 15, 2026

US$ 200 mi voltam à Venezuela após captura de Maduro

US$ 200 mi voltam à Venezuela após captura de Maduro

WASHINGTON, EUA – Menos de um mês após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, o governo Donald Trump concluiu o repasse dos US$ 200 milhões que faltavam da primeira venda de petróleo venezuelano, totalizando US$ 500 milhões, revelou a Reuters nesta terça-feira (3).

  • Em resumo: Pagamento zera pendência de acordo que prevê até 50 mi de barris sob tutela norte-americana.

Como funcionou a operação de venda

A primeira fração, de US$ 300 milhões, já havia sido liquidada no fim de janeiro. Segundo o secretário de Estado Marco Rubio, o objetivo é impedir um “colapso sistêmico” e manter serviços essenciais na Venezuela. Uma fonte oficial acrescentou que o montante será aplicado “em benefício do povo”, a critério de Washington. Dados de fluxo cambial do Banco Central ajudam a dimensionar o impacto dessa injeção de dólares na combalida economia venezuelana.

O contrato, articulado após a ofensiva militar de 3 de janeiro, obriga Caracas a entregar entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo leve. A receita permanece em contas custodiadas pelos EUA até nova avaliação do Departamento de Estado.

“A Venezuela recebeu oficialmente os US$ 500 milhões da primeira venda de petróleo venezuelano”, confirmou o funcionário ouvido pela agência.

Por que os dólares importam para Caracas

Com produção em queda livre — 700 mil barris/dia em 2025 contra 3,2 milhões em 2008 — o petróleo responde por 96% das exportações venezuelanas, aponta a Opep. Os US$ 500 milhões liberados agora equivalem a cerca de 15% das importações de alimentos do país em 2024, segundo estimativa da Cepal, podendo aliviar a escassez crônica de itens básicos.

Especialistas alertam, porém, que o governo interino terá de comprovar transparência no uso dos recursos para evitar novas sanções e manter o fluxo de receita.

O que você acha? A tutela dos recursos por Washington ajuda ou fere a soberania venezuelana? Para acompanhar outros desdobramentos internacionais, visite nossa editoria Mundo.


Crédito da imagem: Divulgação / Reuters

Marta Silva
Marta Silva
Atuo como jornalista independente, desenvolvendo conteúdos informativos com olhar crítico e apuração responsável. Meu trabalho é guiado pela busca por fatos relevantes, contexto claro e informação confiável para o leitor.
Últimas Notícias
Saiba Mais

Destaques de Agora