Rapper Oruam vira foragido após 66 alertas da tornozeleira
Rio de Janeiro/RJ – A 3ª Vara Criminal da capital fluminense expediu, na última terça-feira (3), mandado de prisão contra o rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, o Oruam, depois de 66 violações registradas no sistema de monitoramento eletrônico. Agentes foram até o endereço informado, não localizaram o artista e agora o consideram foragido.
- Em resumo: 66 quebras de regra, tornozeleira ignorada e mandado de prisão em aberto.
Por que a Justiça apertou o cerco?
Cada desconexão ou atraso de carregamento da tornozeleira gera um alarme no sistema do Tribunal. Segundo especialistas ouvidos pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, reincidências acima de 50 notificações costumam resultar na revogação imediata da liberdade vigiada.
No caso de Oruam, o juiz destacou “descumprimento reiterado” e “risco à ordem pública” para autorizar a captura. A defesa ainda não se pronunciou oficialmente.
“O volume de violações demonstra desprezo às condições impostas”, afirmou o magistrado na decisão.
O que acontece agora e qual o impacto
Quando o preso monitorado se furta ao recolhimento, a Polícia Civil aciona bancos de dados de aeroportos, rodoviárias e pedágios para rastrear deslocamentos. Caso seja detido, o rapper poderá perder benefícios como trabalho externo e progressão de regime.

Dados do FBSP indicam que o Brasil já ultrapassa 60 mil pessoas com tornozeleira eletrônica. Falhas graves, como as atribuídas a Oruam, alimentam o debate sobre a eficácia do dispositivo e pressionam o Congresso a revisar regras de monitoramento.
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