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quinta-feira, março 26, 2026

Tarantino leva ‘Garganta Profunda’ ao New Beverly em fevereiro

Tarantino leva ‘Garganta Profunda’ ao New Beverly em fevereiro

LOS ANGELES – O New Beverly Cinema, sala comandada por Quentin Tarantino desde 2007, vai interromper a programação de clássicos de Hollywood para uma retrospectiva inédita de filmes eróticos e pornográficos, marcada para fevereiro. A curadoria recupera o passado do local, que já se chamou Eros e funcionou, por sete anos, como um antigo “peep show” da Califórnia.

  • Em resumo: Tarantino exibirá de “Garganta Profunda” a “Calígula” numa maratona que mistura cult e pornografia.

Por que o cineasta resgatou a antiga fase “Eros”?

Desde que comprou o prédio há 17 anos, Tarantino tem defendido a experiência do cinema de rua. Ao anunciar a mostra, ele afirmou que “ignorar a história do New Beverly seria apagar um capítulo relevante da cultura pop”. O resgate também dialoga com o movimento de preservação de películas em 35 mm, causa que o diretor apoia junto à American Film Institute.

Entre os destaques da programação estão “Emanuelle” (1974), de Just Jaeckin, e “Garganta Profunda” (1972), de Gerard Damiano, obras que simbolizaram a chamada “era de ouro” do pornô nos Estados Unidos. Há ainda espaço para o erotismo autoral de Ingmar Bergman com “Um Verão com Monika” (1953).

A mostra inclui “Calígula” (1979), de Tino Brass, conhecido por unir estética de cinema de arte a cenas explícitas, além do próprio “Era uma Vez em Hollywood”, de Tarantino.

Clássicos adultos em cartaz: impacto cultural e números

A última vez que “Garganta Profunda” passou oficialmente nos EUA em película 35 mm foi há mais de uma década. O filme arrecadou, em valores atualizados, cerca de US$ 600 milhões segundo levantamento do Statista, superando muitos blockbusters convencionais.

Já “Calígula” provocou controvérsia mundial ao mesclar elenco estelar (Malcolm McDowell e Helen Mirren) e conteúdo explícito. A obra foi cortada em diversos países e impulsionou debates que, em 1981, desembocariam em novas classificações etárias da Motion Picture Association.

Tarantino também planeja rodas de conversa após algumas sessões para discutir a fronteira entre arte, erotismo e censura – tema que ganha força em Los Angeles desde a revogação de antigas leis municipais sobre conteúdo adulto em espaços públicos.

O que você acha? Essa mistura de cinema cult com pornografia clássica enriquece ou banaliza a experiência da telona? Para mais debates sobre cultura pop, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação / Henry Nicholls – Reuters

Ana Catarina
Ana Catarina
Sou jornalista independente, dedicada à apuração rigorosa e à produção de conteúdos informativos de qualidade. Busco levar notícias relevantes com linguagem clara, responsabilidade e compromisso com a verdade.
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