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Captiva elétrica chega por R$199 mil e pressiona BYD Yuan
Campos do Jordão/SP – O retorno da Chevrolet Captiva ao Brasil, agora 100% elétrica, sacode o mercado ao combinar preço agressivo de R$ 199.990 e autonomia de 304 km, ameaçando diretamente o BYD Yuan Plus, que custa R$ 35 mil a mais.
- Em resumo: Captiva EV entrega tela de 15,6″, mais espaço que SUVs médios e chega R$ 35 mil abaixo do rival chinês.
Por que o preço virou o ponto de choque
A estratégia da General Motors mira o bolso de quem quer migrar para a mobilidade elétrica sem pagar os R$ 235.990 pedidos pelo Yuan Plus. Mesmo oferecendo potência e alcance semelhantes, a Captiva corta custos ao usar plataforma da parceira chinesa Wuling, solução que puxa para baixo componentes e cadeia de produção.
Segundo dados do IBGE, a renda média do brasileiro cresceu 7,4% em 2025, o que abre espaço para financiamentos de veículos acima de R$ 180 mil, faixa em que a nova Captiva se encaixa.
“Quisemos unir autonomia real para viagens de fim de semana e um preço que o consumidor aceite sem pensar duas vezes”, afirmou Fabio Rua, vice-presidente da GM Brasil.
Tecnologia de cabine gigante e ajuste “à la Tracker”
Por dentro, a tela de 15,6 polegadas domina o painel e concentra quase todos os comandos. O minimalismo lembra o de elétricos chineses, mas a GM diz ter recalibrado a suspensão para aproximar o comportamento do que o público conhece em Tracker e Equinox, tornando a direção leve sem perder firmeza em alta velocidade.
O SUV ficou 27 cm mais longo que a Captiva dos anos 2010 e superou 4,7 m de comprimento, beirando Jeep Commander e Toyota SW4. Mesmo assim, mantém cinco lugares para privilegiar conforto: porta-malas agora leva 403 l. A meta é atrair famílias com um ou dois filhos que fazem viagens de estrada, mas não querem o “tamanho ônibus” dos sete-lugares.

Autonomia e rede de recarga ainda pesam na balança
A bateria garante 304 km no ciclo WLTP. Para quem vive fora dos grandes centros, no entanto, a limitação de eletropostos continua a ser barreira: 75% deles se concentram em capitais, de acordo com a ABVE. Quem roda em regiões menos abastecidas precisará planejar cada trajeto ou instalar carregador residencial.
A Captiva perde apenas para a falta de uma opção com 400 km de alcance, mas a GM defende que isso elevaria o preço e desvirtuaria a proposta de “elétrico acessível”.
E você? Pagaria menos agora por 304 km ou prefere esperar baterias maiores? Para acompanhar outras análises do mercado automotivo, confira a nossa editoria de Finanças.
Crédito da imagem: Divulgação
