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DOJ mira Netflix por suposto monopólio bilionário com Warner
WASHINGTON, EUA – O Departamento de Justiça (DOJ) abriu investigação para saber se a Netflix adotou práticas anticompetitivas ao tentar comprar os estúdios da Warner Discovery e o serviço HBO Max, movimento que poderia redefinir o mercado global de streaming.
- Em resumo: Intimação obtida pelo Wall Street Journal busca provas de que a operação elevaria o domínio da Netflix a nível de monopólio.
Entenda a investigação
A intimação civil enviada a uma empresa concorrente exige detalhes sobre quaisquer condutas “capazes de consolidar poder de mercado ou monopólio” pela Netflix. O pedido segue o protocolo antitruste do DOJ, amparado pelas Leis Sherman e Clayton, que permitem barrar fusões prejudiciais à concorrência.
Analistas apontam que a união de dois dos maiores catálogos de filmes, séries e eventos esportivos poderia concentrar mais de 40% do tempo de streaming dos lares norte-americanos, ultrapassando a soma de Disney+ e Amazon Prime Video, segundo projeções da consultoria Antenna.
“Descreva qualquer outra conduta exclusiva por parte da Netflix que razoavelmente pareça capaz de consolidar poder de mercado ou monopólio”, diz trecho da intimação citada pelo WSJ.
Possíveis efeitos no mercado de streaming
Se confirmada, a fusão envolveria cifras estimadas em US$ 25 bilhões e reforçaria o portfólio da Netflix com franquias como Harry Potter, Game of Thrones e a cobertura da NBA que a Warner detém até 2025.
Especialistas lembram que o governo norte-americano tem histórico de bloqueios: em 2011, o DOJ impediu a compra da T-Mobile pela AT&T exatamente para evitar concentração excessiva. No setor de mídia, a fusão Comcast–Time Warner Cable também foi barrada em 2015.

Do lado do consumidor, o receio é de preços mais altos e menor diversidade de conteúdo. Um estudo do Pew Research Center revela que 62% dos assinantes já cancelaram ou trocaram serviços por causa de reajustes nos últimos dois anos.
O que você acha? A fusão fortaleceria a inovação ou limitaria sua escolha de conteúdo? Para acompanhar outras análises internacionais, visite nossa editoria Mundo.
Crédito da imagem: Divulgação / Reuters
