Morte do dublador de Tom Cruise expõe batalha contra ELA
BRASIL – Nesta quinta-feira (5), o universo da dublagem perdeu um de seus pilares: Ricardo Schnetzer, 72 anos, voz oficial de astros como Tom Cruise e Al Pacino. Ele enfrentava um tratamento complexo contra a esclerose lateral amiotrófica (ELA), condição que compromete progressivamente as funções motoras.
- Em resumo: Ícone da dublagem morre após longa luta contra ELA, doença que atinge cerca de 15 mil brasileiros.
Trajetória de uma voz inconfundível
Ator e dublador desde a década de 1970, Schnetzer marcou gerações com interpretações que iam de Maverick em “Top Gun” a Michael Corleone em “O Poderoso Chefão”. A versatilidade lhe rendeu status de referência, influenciando uma indústria que movimenta milhões de reais por ano.
Segundo o Ministério da Saúde, a ELA é rara, afetando em média 2 a cada 100 mil habitantes, mas exige cuidados multidisciplinares de alto custo, realidade que o artista vivenciou nos últimos anos.
“Diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica (ELA), doença degenerativa e progressiva que compromete o sistema nervoso e as funções motoras.”
Doença rara, impacto gigante
Estudos da Academia Brasileira de Neurologia indicam que 80 % dos pacientes evoluem para perda total da fala em até cinco anos, ampliando a importância da dublagem eletrônica e de recursos de acessibilidade. A despedida de Schnetzer reacende o debate sobre apoio público a portadores de doenças neurodegenerativas.

Entre colegas, o sentimento é de urgência: há escassez de políticas específicas para profissionais autônomos que, como o dublador, dependem da voz para sobreviver. Projetos de lei sobre previdência especial para artistas com doenças incapacitantes seguem parados no Congresso.
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Crédito da imagem: Divulgação
