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Morte de Fred Smith expõe fim da era punk aos 77 anos
Nova York (EUA) – Ícone do pós-punk, o baixista Fred Smith, conhecido por seu trabalho no Television, morreu na última quinta-feira (5) aos 77 anos, segundo comunicado oficial da banda divulgado nesta sexta (6).
- Em resumo: Smith enfrentava doença não revelada, mas planejava novo tributo ao vocalista Tom Verlaine.
Por que o som de Smith ainda importa
Suas linhas minimalistas em “Marquee Moon” (1977) foram definidas pela Rolling Stone como “o esqueleto melódico que sustentou a virada do punk ao art-rock”. O álbum figura entre os 100 discos mais influentes da história do gênero, segundo levantamento da revista.
Nascido em 1948, o músico começou no Angel and the Snake, embrião do Blondie. Em 1975, trocou a banda para ocupar a vaga de Richard Hell no Television, onde viveu o auge criativo da efervescente cena do CBGB, em Manhattan.
“Não foi só meu companheiro de palco por 46 anos, foi o amigo que você quer ao lado quando a estrada fica cansativa”, escreveu o guitarrista Jimmy Rip.
Legado que atravessa gerações
Depois da separação do grupo em 1978, Smith gravou com artistas como Roches, Willie Nile e Peregrins, além de participar dos álbuns solo de Verlaine e Richard Lloyd. O retorno do Television em 1992, com disco homônimo, reacendeu o interesse pela banda e inspirou o revival pós-punk dos anos 2000, que movimenta hoje um mercado de vinil de R$ 1,3 bilhão ao ano no mundo, de acordo com relatório da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI).

No Brasil, o baixista veio ao festival Abril Pro Rock em 2013, mostrando que a influência do grupo ultrapassa fronteiras. Para especialistas, sua forma de tocar — sem excesso de notas, mas com precisão cirúrgica — tornou-se estudo obrigatório em conservatórios de música contemporânea.
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Crédito da imagem: Divulgação / Redes Sociais
