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PIX rompe barreira de R$ 35 trilhões em 2025 e pressiona bancos
BRASÍLIA – O Banco Central confirmou que o PIX movimentou R$ 35,36 trilhões em 2025, alta de 33,6% sobre o ano anterior, em quase 80 bilhões de transferências. O volume recorde muda o equilíbrio de poder entre bancos, fintechs e consumidores, ao mesmo tempo em que força a revisão das barreiras de segurança após R$ 6,5 bilhões em fraudes registradas em 2024.
- Em resumo: PIX já envolve “quase todo adulto” do país, mas ataques cibernéticos avançam e exigem novas travas do BC.
Cinco anos, 80 bilhões de cliques: como chegamos aqui
Desde o lançamento em novembro de 2020, o sistema de pagamento instantâneo evoluiu de simples transferência P2P para motor de negócios. Funcionalidades como PIX Cobrança, Saque e Automático ampliaram o uso em massa e, segundo o relatório oficial do BCB, o meio já responde por 36% dos pagamentos de baixo valor no varejo, superando TED, DOC e até o dinheiro em espécie.
Para efeito de comparação internacional, a consultoria ACI Worldwide aponta que o Brasil lidera o ranking de pagamentos em tempo real, à frente da Índia em transações per capita. O avanço coloca pressão sobre as operadoras de cartão, que perderam receita de tarifas, e impulsiona a corrida de bancos digitais por novas fontes de lucro.
“É essencialmente quase todo adulto no país”, disse o diretor Renato Gomes, ao celebrar o quinto aniversário do PIX em novembro de 2025.
Segurança em alerta e as novidades no radar
A popularidade, porém, atraiu criminosos. Além das perdas bilionárias em 2024, 2025 registrou o maior ataque hacker já mapeado no Brasil, com desvio de R$ 800 milhões. Para conter o avanço, o BC instituiu a coincidência cadastral, reforçou o manual de penalidades e determinou que instituições reembolsem vítimas mesmo quando o dinheiro já foi pulverizado em outras contas.
Entre as melhorias previstas para 2026 e 2027 estão o PIX internacional, cobrança híbrida (QR Code e boleto), split tributário em tempo real e a possibilidade de usar recebíveis via PIX como garantia de crédito. A médio prazo, o parcelamento padronizado promete brigar diretamente com o cartão de crédito, segmento que movimenta mais de R$ 2,1 trilhões anuais segundo a Febraban.

O mercado observa de perto: o recorde de R$ 35,36 trilhões equivale a cerca de 30% do PIB nacional estimado pelo IBGE para 2025. Já especialistas em cibersegurança afirmam que cada R$ 1 investido em proteção pode economizar até R$ 7 em fraudes, sinalizando que o tema será central no ano que se inicia.
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Crédito da imagem: Divulgação
