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Boicote a Bad Bunny: Show pró-Trump bate 19 mi de views
Estados Unidos – Após o Super Bowl, a organização conservadora Turning Point USA, fundada por Charlie Kirk, transmitiu um “halftime” alternativo que alcançou 19 milhões de visualizações em menos de 24 horas, transformando um boicote a Bad Bunny em vitrine para músicos aliados de Donald Trump.
- Em resumo: Kid Rock liderou show online que chegou a 5 milhões de espectadores simultâneos.
Por que surgiu um segundo intervalo?
A iniciativa, batizada de “The All American Halftime Show”, foi anunciada depois que o presidente americano chamou a apresentação de Bad Bunny de “afronta à grandeza da América”. Com transmissão ao vivo no YouTube, o evento escalou Kid Rock, Brantley Gilbert, Lee Brice e Gabby Barrett, todos defensores declarados do ex-mandatário. Segundo a consultoria Nielsen, o show oficial costuma prender mais de 100 milhões de telespectadores, espaço de exposição que grupos políticos buscam aproveitar.
No palco alternativo, os artistas ostentaram símbolos patrióticos e dedicaram parte do repertório a homenagens a Kirk, assassinado no ano passado, reforçando a narrativa de “valores tradicionais” defendida pela Turning Point.
“A família Hegseth está assistindo”, publicou o secretário de Guerra, Pete Hegseth, ao compartilhar o link do show alternativo.
Impacto além da música
O engajamento digital foi expressivo: os 5 milhões de acessos simultâneos colocaram a live entre as 10 mais assistidas do YouTube no fim de semana. Para efeito de comparação, a média de audiência de uma final da NBA em 2023 foi de 12,4 milhões de pessoas na TV americana.
O movimento também reacendeu o debate sobre politização de eventos esportivos. Desde 2004, quando Janet Jackson sofreu censura após um “wardrobe malfunction”, marcas e organizadores têm elevado a checagem de conteúdo para evitar controvérsias, mas a estratégia mostra limites quando a polêmica vem de fora do estádio.

Especialistas lembram que, nas eleições de 2020, 68% dos eleitores dos EUA disseram receber informações políticas principalmente pelas redes sociais, cenário que explica a aposta da Turning Point em um “Super Bowl paralelo”.
O que você acha? Boicotes políticos devem influenciar shows esportivos? Para acompanhar outras repercussões internacionais, acesse nossa editoria Mundo.
Crédito da imagem: Divulgação / Turning Point USA
