Sem um chute, Clássico-Rei escancara crise de Ceará e Fortaleza
FORTALEZA-CE – Na noite de 9 de fevereiro, o 1º Clássico-Rei de 2026 terminou sem um único arremate ao gol em 90 minutos, resultado que transformou o tradicional duelo entre Ceará e Fortaleza em um sinal amarelo para ambas as diretorias.
- Em resumo: derby centenário fecha em 0 × 0 sem chutes a gol, algo inédito na história recente do confronto.
Por que o 0-0 foi tão alarmante
De acordo com o Boletim Financeiro da CBF, Ceará e Fortaleza figuram entre os 20 maiores orçamentos do País para 2026, investindo juntos mais de R$ 200 milhões em elenco e comissão técnica.
Mesmo assim, ambos os times mostraram um jogo sem profundidade, preferindo passes laterais a finalizações. Para quem acompanha o derby, a estatística assusta: nas últimas cinco temporadas, a média foi de 4,2 chutes certos por equipe.
“É inadmissível que dois grandes times entrem em campo e não finalizem uma única vez”, criticou o analista que acompanhou a partida.
Lições, contexto e impacto
O Clássico-Rei normalmente move cerca de R$ 6 milhões em bilheteria e direitos de TV, segundo dados da Federação Cearense de Futebol, mas o espetáculo em campo frustrou 53 mil torcedores presentes na Arena Castelão.
Taticamente, o Ceará optou por linha de cinco defensores, enquanto o Fortaleza apostou em posse estéril de 68%. Especialistas lembram que a Série A 2026 registrou média de 11,7 finalizações por jogo; ficar tão abaixo desse padrão pode custar pontos decisivos na temporada.

Nas redes sociais, a hashtag #ClássicoSemChute viralizou, alcançando 1,2 milhão de menções em menos de 24 horas, reflexo da insatisfação da torcida e de patrocinadores ansiosos por retorno de imagem.
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Crédito da imagem: Divulgação
