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Sexo, vingança e luxo: novo Morro dos Ventos Uivantes choca
São Paulo – A estreia nacional de “O Morro dos Ventos Uivantes”, nesta quinta-feira (12), entrega uma releitura que troca o gótico discreto do romance de 1847 por excesso visual, trilha orquestral explosiva e tensão sexual quase palpável.
- Em resumo: Emerald Fennell transforma o clássico em um espetáculo de erotismo, vingança e figurinos luxuosos.
Visual barroco e tesão à flor da pele
A diretora abraça o exagero: violinos estridentes se chocam com cenários que beiram o onírico, enquanto Margot Robbie e Jacob Elordi aquecem – literalmente – os morros gelados. A neblina de suor sugerida pela fotografia reforça a obsessão tóxica entre Heathcliff e Catherine e ecoa escolhas estéticas que já dividiram público em “Saltburn”. Dados da Ancine indicam que versões arrojadas de clássicos tendem a impulsionar a ocupação de salas premium, nicho que cresce quase 9% ao ano.
Como no livro, a diferença de classe social dispara um ciclo de humilhação e revanche. A novidade está no grau de sensualidade: do close em respirações ofegantes aos figurinos que lembram passarela da Semana de Moda de Paris, tudo convida o espectador a sentir mais do que apenas observar.
“A tensão sexual é quase sólida, dissolvendo o melodrama original em algo ainda mais extremo”, descreve a crítica especializada.
Clássico de 1847 sob lente pop
O romance de Emily Brontë já ganhou mais de uma dezena de versões listadas no IMDb, mas raramente com tamanha liberdade criativa. Para muitos fãs, o corte de passagens mais sombrias – abuso físico e degradação – pode soar como “estética acima de substância”. O debate reaquece uma velha pergunta: arte deve suavizar temas pesados ou amplificá-los para denunciar?

No elenco, Jacob Elordi surpreende ao abandonar o galã “água com açúcar” de “Frankenstein” e mergulhar no Heathcliff brutal que os leitores imaginam. Alison Oliver surge como revelação, enquanto Hong Chau, embora segura, destoa em tom. O filme patina brevemente na metade, quando a felicidade ensolarada do casal esfria o ritmo, mas logo retoma a espiral de ciúme e desgraça esperada pelos admiradores do original.
O que você acha? Essa dose extra de erotismo enriquece ou deturpa o legado de Brontë? Para mais análises sobre cinema e cultura pop, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação
