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Trump chama show de Bad Bunny de ‘afronta’ e reação latina cresce
Califórnia, EUA — Bad Bunny transformou o intervalo do Super Bowl em um manifesto latino inteiramente cantado em espanhol diante de 135 milhões de telespectadores. O espetáculo, que ocorreu no domingo (8), incomodou o ex-presidente Donald Trump e reacendeu o debate sobre o poder cultural e econômico dos 68 milhões de hispânicos que já representam 20% da população norte-americana.
- Em resumo: Show em espanhol enfurece Trump e coloca a influência latina em evidência no coração do evento esportivo mais visto dos EUA.
A explosão latina em horário nobre
A apresentação trouxe referências a Porto Rico e outros símbolos latino-americanos, consolidando o cantor porto-riquenho como fenômeno pop global — ele venceu o Grammy 2026 de Álbum do Ano e acumula mais de 20 bilhões de reproduções no Spotify. Segundo levantamento do Pew Research Center, a comunidade latina deverá movimentar US$ 2,8 trilhões em poder de compra até 2026, reforçando por que marcas e ligas esportivas disputam esse público.
Além da audiência massiva, o Super Bowl é conhecido pelos espaços publicitários de US$ 7 milhões por 30 segundos. Inserir um artista que canta exclusivamente em espanhol nesse palco sinaliza mudança estratégica da NFL para captar consumidores bilíngues e first-gen americanos.
“Terrível, uma afronta à grandeza da América”, disparou Trump após o show, alegando que “ninguém entende uma palavra” de Bad Bunny.
Do empacotador ao topo das paradas
Filho de uma família de classe média baixa de Vega Baja, Bad Bunny trabalhava como empacotador de supermercado antes de lançar músicas caseiras no SoundCloud em 2016. O salto meteórico até o Super Bowl ilustra a trajetória de muitos latinos que veem na cultura pop a porta de entrada para reconhecimento e ascensão financeira.

O comentarista da GloboNews e professor da PUC-Rio, Arthur Dapieve, lembra que a repercussão do show pressiona até setores conservadores: grupos ligados ao ativista Charlie Kirk anunciaram boicote e organizaram eventos paralelos com músicos pró-Trump, sinal de que a disputa pela narrativa cultural vai além das urnas.
O que você acha? A reação de Trump fortalece ou fragiliza a presença latina na cultura dos EUA? Para mais análises internacionais, acesse nossa editoria Mundo.
Crédito da imagem: Divulgação / Reuters
