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Ataque em bar rompe 5 dias sem mortes no Cariri e alarma polícia
Juazeiro do Norte/CE – Depois de quase uma semana de trégua, a rotina do Cariri voltou a ser interrompida por violência letal na manhã desta terça-feira, 10 de fevereiro. Pouco depois das 7h, dois homens invadiram o Bar das Bananeiras, na Rua Manoel Miguel Cordeiro, e abriram fogo contra um cliente ainda não identificado, de cerca de 30 anos.
- Em resumo: quarta execução do mês e 14ª do ano no município, reacendendo o alerta das forças de segurança.
Ataque relâmpago em plena manhã
De acordo com testemunhas, a dupla chegou em uma motocicleta Honda Bros preta, entrou no estabelecimento já disparando e fugiu em alta velocidade logo após a execução. A Polícia Militar isolou a área, mas até o momento não divulgou pistas sobre os suspeitos ou a motivação.
O modo de agir – velocidade, número de disparos e fuga imediata – reforça o padrão de homicídios a mando observado no interior cearense, segundo estudos do Atlas da Violência 2023.
“Este foi o quarto homicídio do mês de fevereiro em Juazeiro e o 14º do ano no município”, registrou o boletim policial.
Escalada preocupante e números oficiais
Embora o Ceará tenha reduzido a taxa de homicídios em 3,2% no comparativo 2022/2023, o Cariri segue como ponto de atenção. Levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostra que Juazeiro do Norte concentra quase 40% das mortes violentas da região.
O ataque desta terça encerra uma sequência de cinco dias sem registros na área, período considerado “janela de respiro” para autoridades locais. A última vítima, o mecânico José de Araújo Lira, 38, foi morto em 5 de fevereiro, também a tiros, enquanto trabalhava. Um suspeito foi preso em flagrante na ocasião.

Para investigadores, o aumento pode estar ligado a disputas de facções por rotas de tráfico que passam pelo triângulo Juazeiro–Crato–Barbalha. A Secretaria da Segurança Pública informou que equipes da Delegacia Regional e do policiamento ostensivo intensificaram rondas e coleta de imagens das câmeras nas imediações.
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Crédito da imagem: Divulgação
