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BaianaSystem ecoa Bad Bunny e provoca Trump com fanfarra latina
SALVADOR (BA) – Em plena contagem regressiva para o Carnaval de 2026, a BaianaSystem lançou, em 4 de fevereiro, a “Mixtape pirata”, arsenal sonoro que transforma o bloco Navio Pirata em palanque político pela integração latino-americana – a mesma bandeira que Bad Bunny ergueu no intervalo do Super Bowl e que irritou Donald Trump.
- Em resumo: Nova fanfarra conecta trio elétrico baiano ao protesto continental liderado por Bad Bunny.
Da fanfarra à resistência sonora
O grupo utiliza trompetes, surdos e guitarras baianas para revisitar hits como “Forasteiro” (2016) e estrear faixas inéditas, caso de “Fanfarra pirata”. A proposta dialoga com a história das fanfarras, que saíram dos exércitos coloniais europeus para, séculos depois, ecoarem nos carnavais latino-americanos, conforme descreve a Unesco.
Convidados reforçam a mistura: a cantora chilena Claudia Manzo, o duo Tropkillaz e o coletivo Superjazz somam-se a Russo Passapusso, Roberto Barreto e Seko Bass na defesa de uma América sem fronteiras.
“A BaianaSystem usa o som e o conceito da fanfarra para propor reflexão histórica sobre a música feita nas ruas da América Latina.”
Por que isso importa para o Carnaval
Salvador espera atrair mais de 2,7 milhões de foliões neste ano, segundo estimativa da Secretaria Municipal de Cultura. O Navio Pirata, ancorado no circuito Barra-Ondina, promete ser ponto de convergência para quem viu na apresentação de Bad Bunny um convite à união continental.

Em “Pro Armandinho”, a banda homenageia Armandinho Macedo, pioneiro da guitarra baiana, lembrando que o trio elétrico – nascido nos anos 1950 – sempre funcionou como alto-falante de causas sociais na Bahia. Ao conectar essa tradição ao pop urbano do porto-riquenho, a BaianaSystem amplia o alcance de seu manifesto e provoca figuras que defendem muros, não pontes.
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Crédito da imagem: Divulgação
