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Google oferece saída paga a quem não aguenta ritmo acelerado
Mountain View, Califórnia (EUA) – Em um movimento que escancara a pressão por produtividade, o Google abriu um programa de desligamento voluntário para parte da divisão Global de Negócios (GBO). A oferta inclui pacote de rescisão e mira profissionais que não se sentem “totalmente comprometidos” com a velocidade de trabalho exigida pela gigante de buscas.
- Em resumo: só funções específicas nos EUA, como soluções e desenvolvimento corporativo, podem aderir ao pacote.
Ponto-chave: IA e metas ambiciosas no centro da disputa
O e-mail assinado pelo diretor de negócios Philipp Schindler ressalta que 2026 começa em “posição forte”, mas afirma ser crucial adotar inteligência artificial para ampliar resultados. A mensagem, revelada pelo Business Insider, reforça a ideia de que ritmo intenso será a nova normalidade na companhia, que emprega mais de 180 mil pessoas no mundo, segundo dados corporativos de 2025.
Nos EUA, programas de desligamento são comuns, mas oferecem impacto direto nos índices de emprego formal. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o setor de tecnologia foi o único com saldo positivo acima de 5% em 2024, mesmo após ciclos de cortes em big techs.
“Todos na GBO precisam estar totalmente comprometidos com a missão da empresa”, destacou Schindler no comunicado interno.
Por que a decisão mexe com o mercado
Ao limitar o pacote de saída a cargos que não lidam diretamente com grandes contas, o Google busca blindar a relação com anunciantes – principal fonte de receita da Alphabet. Nas equipes de atendimento ao cliente, a presença física e a continuidade de serviço foram consideradas estratégicas, motivo pelo qual ficaram fora da oferta.

A prática de “saída incentivada” não é novidade: em junho e outubro de 2025, políticas semelhantes atingiram divisões de retorno ao escritório e o YouTube. Especialistas lembram que, nos EUA, acordos desse tipo costumam incluir extensão de plano de saúde e bônus proporcional, mecanismos que ajudam a evitar contestações judiciais.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters
