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Desemprego de 2,6% e falta de qualificação freiam o ES
Vitória/ES – Um estudo da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) alerta que, mesmo com taxa de desemprego de apenas 2,6%, a economia capixaba pode desacelerar por falta de profissionais qualificados, fenômeno já batizado de “apagão de mão de obra”.
- Em resumo: Vagas abertas superam a oferta de trabalhadores preparados, travando novos investimentos.
Por que as empresas não conseguem contratar?
O levantamento aponta três vilões: transformação tecnológica, envelhecimento populacional e alta informalidade. Com processos mais digitais, é crescente a procura por competências ligadas à automação e análise de dados, mas cursos de requalificação não acompanham o ritmo. Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística indicam que apenas 20% dos adultos capixabas frequentaram alguma formação profissional nos últimos cinco anos, bem abaixo da média nacional.
A demografia também pesa. O percentual de moradores com mais de 60 anos subiu 54% em uma década. Sem atualização, esse público vê portas se fecharem justamente quando poderia suprir a lacuna deixada pelos mais jovens.
“Procuro o trabalhador, mas ele já está empregado, muitas vezes na informalidade ou em setores que oferecem flexibilidade”, resume Marília Silva, gerente do Observatório Findes.
Impacto direto no bolso e na competitividade
Quando empresas disputam o mesmo profissional, salários sobem e projetos atrasam. O setor de serviços, responsável por 62% do PIB estadual, já registra postergação de contratos por falta de equipes, segundo a própria Findes. Efeitos assim podem encarecer produtos, reduzir exportações e minar a confiança de investidores.

Especialistas defendem um “pacto de capacitação”: ampliação de cursos técnicos rápidos, incentivo fiscal para quem contratar aprendizes e políticas que facilitem a entrada de mulheres e idosos no mercado. O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) estima que, até 2027, o Espírito Santo precisará requalificar 110 mil trabalhadores só para manter o nível atual de produção.
O que você acha? O modelo de contratação formal ainda atende às novas demandas de flexibilidade? Para acompanhar outras análises sobre mercado de trabalho, visite nossa editoria de Empregos.
Crédito da imagem: Divulgação / G1
