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sábado, março 14, 2026

Desemprego de 2,6% e falta de qualificação freiam o ES

Desemprego de 2,6% e falta de qualificação freiam o ES

Vitória/ES – Um estudo da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) alerta que, mesmo com taxa de desemprego de apenas 2,6%, a economia capixaba pode desacelerar por falta de profissionais qualificados, fenômeno já batizado de “apagão de mão de obra”.

  • Em resumo: Vagas abertas superam a oferta de trabalhadores preparados, travando novos investimentos.

Por que as empresas não conseguem contratar?

O levantamento aponta três vilões: transformação tecnológica, envelhecimento populacional e alta informalidade. Com processos mais digitais, é crescente a procura por competências ligadas à automação e análise de dados, mas cursos de requalificação não acompanham o ritmo. Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística indicam que apenas 20% dos adultos capixabas frequentaram alguma formação profissional nos últimos cinco anos, bem abaixo da média nacional.

A demografia também pesa. O percentual de moradores com mais de 60 anos subiu 54% em uma década. Sem atualização, esse público vê portas se fecharem justamente quando poderia suprir a lacuna deixada pelos mais jovens.

“Procuro o trabalhador, mas ele já está empregado, muitas vezes na informalidade ou em setores que oferecem flexibilidade”, resume Marília Silva, gerente do Observatório Findes.

Impacto direto no bolso e na competitividade

Quando empresas disputam o mesmo profissional, salários sobem e projetos atrasam. O setor de serviços, responsável por 62% do PIB estadual, já registra postergação de contratos por falta de equipes, segundo a própria Findes. Efeitos assim podem encarecer produtos, reduzir exportações e minar a confiança de investidores.

Especialistas defendem um “pacto de capacitação”: ampliação de cursos técnicos rápidos, incentivo fiscal para quem contratar aprendizes e políticas que facilitem a entrada de mulheres e idosos no mercado. O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) estima que, até 2027, o Espírito Santo precisará requalificar 110 mil trabalhadores só para manter o nível atual de produção.

O que você acha? O modelo de contratação formal ainda atende às novas demandas de flexibilidade? Para acompanhar outras análises sobre mercado de trabalho, visite nossa editoria de Empregos.


Crédito da imagem: Divulgação / G1

Marta Silva
Marta Silva
Atuo como jornalista independente, desenvolvendo conteúdos informativos com olhar crítico e apuração responsável. Meu trabalho é guiado pela busca por fatos relevantes, contexto claro e informação confiável para o leitor.
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