Herança milionária ergue santuário que domina o Sertão
Quixadá, Ceará – Há 31 anos, uma suposta conversa entre um bispo e Deus e a inesperada doação de parte de uma herança mudaram para sempre o skyline da Serra do Urucum, erguendo o Santuário de Nossa Senhora Imaculada Rainha do Sertão, hoje um dos templos mais visitados do Nordeste.
- Em resumo: visão mística de Dom Adélio e aporte financeiro de jovem italiana bancaram a obra iniciada em 1993.
Visão que virou pedra fundamental
Durante uma missa em 1988, Dom Adélio relatou ouvir a pergunta: “Por que você não constrói uma casa para minha Mãe?”. A plateia reagiu com aplausos, e a ideia tomou forma no dia seguinte, quando o religioso subiu a serra e escolheu o terreno.
O pontapé financeiro veio em 1993, quando uma devota italiana destinou parte da herança paterna — valor nunca divulgado — para a construção dos alicerces. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Quixadá recebe anualmente mais de 150 mil visitantes, e boa parte desse fluxo é creditado ao turismo religioso impulsionado pelo santuário.
“Esse dinheiro deu para fazer todos os alicerces”, recordou Dom Adélio em texto publicado pelo próprio santuário em 2012.
Arquitetura simbólica e impacto socioeconômico
Inaugurado em 11 de fevereiro de 1995, o complexo une igreja, 14 estações da Via-Sacra em tamanho real e painéis que exibem títulos marianos de toda a América Latina. A torre principal ergue-se a exatos 501,12 m de altitude, visível a quilômetros de distância.

Além do magnetismo espiritual, o monumento criou um polo de geração de renda local: artesãos, guias e vendedores de alimentos prosperaram em torno das romarias. Dados do Ministério do Turismo apontam que cada peregrino injeta, em média, R$ 260 por dia na economia regional, fortalecendo cadeias de hospedagem e transporte.
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Crédito da imagem: Divulgação
