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Lucro do BB despenca 45%, mas banco reserva R$1,2 bi a acionistas
BRASÍLIA – O Banco do Brasil encerrou 2025 com lucro líquido de R$ 20,7 bilhões, 45,4% abaixo do resultado de 2024, mas ainda dentro do piso revisado pela própria instituição, divulgado em 11 de fevereiro de 2026. O recuo pressiona o maior banco público do país justamente quando a inadimplência dá sinais de aceleração e o agronegócio, um de seus carros-chefe, enfrenta dificuldades.
- Em resumo: queda drástica no lucro e inadimplência de 5,17%, mas R$ 1,2 bi serão distribuídos aos acionistas.
Por que o lucro encolheu tanto?
A principal dor de cabeça veio do salto na inadimplência de grandes clientes e da adoção de novas normas contábeis. O custo do crédito quase dobrou em doze meses, chegando a R$ 18 bilhões. Para o agronegócio, alavanca histórica do banco, a situação é ainda mais delicada: a parcela de calotes acima de 90 dias subiu de 2,23% para 6,09% em apenas um ano, segundo dados oficiais.
No sistema financeiro como um todo, a taxa média de inadimplência foi de 3,0% em 2025, de acordo com o Banco Central, o que evidencia o peso extra suportado pelo BB.
“Nossos resultados indicam que estamos dando os sinais da inflexão”, afirmou a presidente Tarciana Medeiros ao apresentar o balanço.
Olhar para 2026: alívio ou novo aperto?
Apesar do tombo, a administração projeta lucro de até R$ 26 bilhões neste ano e um aumento de até 4,5% na carteira de crédito. A estratégia inclui focar em pessoas físicas – faixa com potencial de alta de 10% – e em “mitigação de riscos”, reforçando garantias exigidas.
O BB corre para se aproximar dos rivais privados: no quarto trimestre de 2025, seu retorno sobre patrimônio líquido voltou a dois dígitos (12,4%), mas ainda ficou distante dos 24,4% do Itaú. Analistas ponderam que um ROE abaixo de 15% pode limitar a atratividade do papel, sobretudo num cenário de juros reais elevados.

Para atrair investidores, o banco anunciou R$ 1,2 bilhão em juros sobre capital próprio. Mesmo assim, o índice de eficiência piorou para 27,7%, sinalizando pressão sobre despesas administrativas, que podem subir até 9% em 2026.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters
