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Metade dos brasileiros vê economia piorar apesar de recordes
Brasília – Quase metade da população (43%) acredita que a economia nacional retrocedeu nos últimos 12 meses, aponta pesquisa Quaest divulgada na quarta-feira (11). O dado contrasta com números oficiais que mostram desemprego no menor nível desde 2012 e inflação controlada, jogando luz sobre o descompasso entre estatísticas e sensação de bem-estar financeiro.
- Em resumo: Juros altos e endividamento anulam ganhos salariais e turvam a percepção de avanço econômico.
Por que o bolso continua apertado?
Embora o rendimento médio do trabalhador esteja em patamar recorde, a taxa básica de juros permanece em dois dígitos, encarecendo crédito e parcelamentos. Segundo dados do Banco Central, o juro médio no cartão girou em torno de 445% ao ano em janeiro, corroendo qualquer ganho real.
Com mais de 78% das famílias endividadas, de acordo com a Confederação Nacional do Comércio, parte do salário extra é imediatamente absorvida pelo serviço da dívida.
“O sujeito até está ganhando mais, só que, dado o nível de endividamento das famílias, o dinheiro não rende”, avaliou o economista André Perfeito.
Confiança em queda e alimentos em alta
O levantamento identificou também que 56% dos entrevistados viram o preço dos alimentos subir no último mês. Historicamente, cada ponto percentual de alta no grupo alimentação pesa mais sobre as camadas de menor renda, segundo o IBGE.

Já a expectativa para 2027 perdeu fôlego: a fatia que espera melhora caiu de 48% para 43% desde janeiro. Economistas lembram que, em ciclos anteriores, a confiança do consumidor só reagiu quando a Selic cedeu a patamares abaixo de 8%.
O que você acha? A queda dos juros é suficiente para virar esse sentimento ou outros fatores pesam mais? Para acompanhar nossas análises de mercado, acesse nossa editoria de Finanças.
Crédito da imagem: Divulgação / G1
