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Filho de Popó relata “inferno” e prejuízo de R$ 300 mil em suspeita de apostas
SÃO PAULO – Na esteira de investigações sobre um possível esquema ilegal de apostas, Igor Freitas, filho do tetracampeão mundial de boxe Acelino “Popó” Freitas, afirmou ter somado um prejuízo de R$ 300 mil e descreveu que vem “vivendo um inferno” desde que seu nome apareceu em grupos de denúncias nas redes sociais.
- Em resumo: Igor nega envolvimento, alega perdas de R$ 300 mil e diz receber ameaças virtuais desde que foi citado em suposta fraude.
Como o nome dele foi parar nas denúncias
O caso ganhou tração quando perfis dedicados a expor golpes financeiros listaram Igor como um dos influenciadores que ofereceriam “investimentos” em resultados de jogos, prática proibida pela legislação brasileira. Em nota, o empresário reforçou que “jamais divulgou qualquer plataforma de apostas” e que é, na verdade, uma das vítimas do golpe.
Segundo o relato, o rombo no orçamento veio após repassar recursos a um suposto trader esportivo que prometia lucros de até 30% ao mês. Igor diz ter ficado sem retorno e, desde então, passou a receber cobranças de seguidores que alegam também terem perdido dinheiro.
“Perdi R$ 300 mil do meu próprio bolso e ainda passei a ser ameaçado. Estou colaborando com a polícia porque quero limpar meu nome”, declarou Igor Freitas.
A febre das apostas e os riscos para consumidores
O mercado de apostas esportivas movimentou mais de R$ 12 bilhões no país em 2023, mostram projeções do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável. Com a popularização, também cresceram os golpes virtuais: um levantamento da Febraban aponta que 8 em cada 10 brasileiros já receberam abordagem suspeita envolvendo “investimentos fáceis”. A legislação que regulamenta bets no Brasil ainda está em fase de ajustes, o que amplia a zona cinzenta para criminosos.

Especialistas orientam nunca transferir valores a terceiros sem contrato formal e verificar se a empresa possui CNPJ ativo. No caso de Igor, advogados consultados destacam que a responsabilização civil pode recair tanto sobre quem divulga quanto sobre quem opera a plataforma, a depender das provas coletadas pela Polícia Civil.
O que você acha? Histórias de prejuízos como a de Igor Freitas devem acelerar a regulamentação das apostas no Brasil? Para mais reportagens sobre segurança digital, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação
