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Laços com Epstein derrubam chefia jurídica do Goldman Sachs
Goldman Sachs – A renúncia da consultora jurídica Kathryn Ruemmler, efetiva em 30 de junho, sacudiu a cúpula do banco depois que o Departamento de Justiça dos EUA divulgou mensagens que escancararam sua proximidade com o criminoso sexual Jeffrey Epstein.
- Em resumo: conversas em que Ruemmler chamava Epstein de “Tio Jeffrey” minaram sua permanência, apesar do apoio inicial da diretoria.
Por que a saída virou questão de risco reputacional
Nas últimas décadas, instituições financeiras reforçaram controles após escândalos de governança. Segundo cartilha do Banco Central, vínculos pessoais podem afetar a percepção de integridade corporativa tanto quanto falhas contábeis.
No caso do Goldman, a divulgação de que Ruemmler foi uma das três pessoas ligadas por Epstein ao ser preso em 2019 colocou holofotes sobre as práticas internas do banco, que enfrenta investigações regulatórias em vários mercados.
“A atenção da mídia não deve se tornar distração para o Goldman Sachs”, disse Ruemmler ao Financial Times.
O que muda para o banco e para o mercado
Analistas lembram que escândalos envolvendo executivos podem provocar fuga de investidores e elevar custos de captação. Após o anúncio, relatórios de consultorias de risco reforçaram a importância de programas de due diligence sobre relacionamentos pré-corporativos.
A advogada, contratada em 2020, carregava experiência na Casa Branca e no Departamento de Justiça durante o governo Obama, trunfo agora ofuscado pelas citações íntimas a Epstein, condenado em 2008 e investigado por tráfico sexual de menores até sua morte, em 2019.
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Crédito da imagem: Divulgação
