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Série de mortes abala Cariri: queda no trabalho e execuções a tiros
CRATO, CE – Em menos de 24 horas, quatro pessoas perderam a vida em circunstâncias violentas nas cidades de Crato, Aurora e Juazeiro do Norte, reforçando o clima de insegurança que permeia a região do Cariri.
- Em resumo: acidentes de trabalho e de trânsito somam-se a dois homicídios registrados na madrugada de sexta-feira em Juazeiro.
Rastros de violência em cadeia
Na manhã de quinta-feira (12), o pintor Roberto Ângelo Muniz do Nascimento, 49, foi encontrado agonizando em casa após cair de uma escada enquanto trabalhava. Socorrido pelo SAMU, morreu no Hospital São Camilo.
Horas depois, na CE-288, no Sítio Tipi (Aurora), o agricultor Agostinho Vieira dos Santos Filho, 48, perdeu o controle da motocicleta e faleceu antes da chegada do resgate.
“Vizinhos relataram ter ouvido uma discussão acirrada, seguida de vários disparos e o barulho de uma moto em fuga”, informaram policiais sobre o segundo homicídio em Juazeiro.
Na madrugada de sexta-feira, a violência escalonou em Juazeiro do Norte: às 1h, Pedro Rammatis Bento Dantas, 20, foi executado por dois homens em uma moto preta na Rua Madre Nely Sobreira. Quatro horas depois, um homem ainda não identificado foi morto a tiros no bairro Tiradentes; cápsulas de calibres 38, 45 e 380 ficaram pelo chão.
Contexto: por que o Cariri segue vulnerável?
Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontam que o Ceará registrou taxa de 37,3 homicídios por 100 mil habitantes em 2023, acima da média nacional. No mesmo período, acidentes de trabalho fatais cresceram 9%, segundo o Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho.

A sequência de óbitos destaca falhas de prevenção tanto no ambiente laboral quanto na segurança viária e urbana. Especialistas defendem reforço em fiscalizações e programas de mediação de conflitos para conter crimes de motivação passional, como o que vitimou “Pedrinho”.
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Crédito da imagem: Divulgação / Portal Miséria
