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Vazamento atinge ala nobre do Louvre e acende alerta
Paris, França – Um novo vazamento de água identificado na noite de quinta-feira (12) forçou o Museu do Louvre a fechar parte da Galeria Denon, onde estão algumas das pinturas mais valiosas do mundo, reacendendo o debate sobre a segurança de um dos pontos turísticos mais visitados do planeta.
- Em resumo: Sala 707 alagada pela segunda vez em menos de 90 dias; área da Mona Lisa permanece preservada.
Por que a Galeria Denon é tão sensível?
O espaço abriga obras dos séculos 16 e 19, entre elas telas de Bernardino Luini e Charles Meynier, cujos valores históricos e financeiros são incalculáveis. Segundo o próprio site oficial do Louvre, somente em 2025 o museu recebeu 8,9 milhões de visitantes — fluxo que aumenta a pressão por manutenção constante.
Um representante sindical informou que um andaime já foi montado para conter o estrago e que ainda não há laudo sobre perdas. Até o meio-dia de sexta-feira (13), técnicos seguiam avaliando possíveis infiltrações na estrutura de forro e climatização.
“Devido a uma falha técnica no andar superior durante a noite, a área está fechada ao público”, relatou o porta-voz do sindicato que acompanha o caso.
Risco recorrente pressiona a administração
Este é o segundo vazamento registrado desde novembro último, período em que o Louvre também enfrentou um roubo de joias, greves de funcionários e investigação sobre fraude na venda de ingressos. Especialistas lembram que, de acordo com a UNESCO, 60 % dos museus europeus precisam de investimentos urgentes em infraestrutura hídrica e elétrica.

No Brasil, episódios semelhantes já mobilizaram debates sobre prevenção de incêndios e alagamentos em acervos públicos, culminando na criação, em 2021, do Plano Nacional de Combate a Sinistros em Museus. Medidas como sensores de umidade e manutenção preditiva poderiam ter evitado danos a quase 400 livros raros perdidos no vazamento anterior no próprio Louvre.
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Crédito da imagem: Divulgação / Reuters
