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Após queda de Maduro, Trump libera gigantes do petróleo
Washington, DC – Em 13 de fevereiro, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos surpreendeu agentes do mercado ao conceder licenças que permitem a cinco multinacionais retomar, já sem sanções, a extração de petróleo na Venezuela — primeira grande abertura desde 2019.
- Em resumo: BP, Chevron, Eni, Repsol e Shell estão livres para operar, sob regras do OFAC, depois da destituição de Nicolás Maduro.
Por que a decisão muda o jogo?
A autorização, emitida pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), chega quando o governo Trump busca elevar a produção mundial para conter a alta dos combustíveis. A Venezuela, dona das maiores reservas provadas, operava em pouco mais de 700 mil barris/dia — menos de um terço do nível de 2015.
Com as cinco gigantes de volta, analistas projetam um acréscimo potencial de 400 mil barris diários nos próximos 12 meses, volume capaz de influenciar preços internacionais e atrair novos investimentos para o país sul-americano.
“As autorizações permitem ‘transações relacionadas a operações do setor de petróleo ou gás na Venezuela’, sob determinadas condições”, destacou o OFAC.
Efeitos regionais e riscos políticos
A líder interina Delcy Rodríguez, que assumiu após a derrubada de Maduro em 3 de janeiro, afirmou que os contratos respeitarão a atual Lei de Hidrocarburos venezuelana. Já oposicionistas temem que a forte presença estrangeira concentre renda e reduza a pressão por reformas democráticas.

Para o Brasil, maior importador de diesel venezuelano até 2018, a reabertura pode significar concorrência mais intensa na Bacia de Campos, enquanto refinarias brasileiras ganham alternativa de suprimento mais barato, segundo série histórica do IBGE.
O que você acha? A volta das multinacionais vai acelerar a recuperação venezuelana ou reforçar dependências externas? Para mais análises internacionais, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Reprodução/TV Globo
