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sábado, março 14, 2026

R$ 488, 28 pedras e um revólver: ação dupla expõe tráfico no Cariri

R$ 488, 28 pedras e um revólver: ação dupla expõe tráfico no Cariri

Juazeiro do Norte/CE – Em menos de 24 horas, a Guarda Civil Municipal (GCM) e a Polícia Militar desmontaram dois pontos de venda de entorpecentes no Cariri, prenderam duas mulheres, apreenderam um adolescente armado e colocaram luz sobre a rota de drogas que liga Juazeiro e Crato.

  • Em resumo: crack, dinheiro vivo e um revólver calibre 38 foram retirados das ruas em operações consecutivas.

Como as abordagens aconteceram em Juazeiro e Crato

A primeira incursão ocorreu na movimentada Praça Padre Cícero, onde Deyse Vitória da Silva, 18, e a flanelinha Geovania da Silva, 35, foram surpreendidas pela GCM com 28 pedras de crack e R$ 488 em espécie. Encaminhadas ao delegado Bruno Veras, ambas foram autuadas por tráfico.

Horas depois, no bairro Mutirão, em Crato, equipes da Força Tática e do RAIO seguiram denúncias anônimas que apontavam a venda de drogas em uma residência. Um adolescente de 17 anos tentou escapar, mas foi contido com um revólver calibre 38 carregado, porções de maconha e cocaína e sacos para embalo.

“Sou apenas usuária”, alegou Geovania diante do delegado, enquanto Deyse admitiu passagem anterior por ato infracional de tráfico.

Por que o caso acende alerta sobre tráfico juvenil

Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública indicam que, só em 2023, o Ceará registrou alta de 12 % nas apreensões de menores ligados ao tráfico, reflexo de facções que cooptam jovens pela impunidade relativa prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente.

No episódio do Crato, além do porte ilegal de arma (Lei 10.826/03), o menor será investigado por ato análogo ao tráfico, crime que pode levar à internação de até três anos. Já em Juazeiro, as duas mulheres conseguiram liberdade provisória em audiência de custódia conduzida pelo juiz Vandemberg Francelino de Freitas, mas deverão cumprir medidas cautelares.

Especialistas apontam que a soltura rápida, somada à reincidência de Deyse, evidencia um ciclo difícil de romper. Para o sociólogo Marcelo Silva, “a ausência de programas permanentes de reinserção faz o traficante voltar à praça”.





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Crédito da imagem: Divulgação

Vinicius Balbino
Vinicius Balbinohttps://c4noticias.com.br
Sou jornalista independente, dedicado a produzir informações claras, precisas e relevantes, sempre com olhar crítico e compromisso profissional com a verdade.
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