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Juros a 15% e dívida em 99% do PIB: alerta da The Economist
The Economist – A revista britânica usa o Brasil como sinal de alerta para economias ricas, afirmando que juros elevados e despesas públicas rígidas podem empurrar países para uma “brasilização” — um ciclo de dívida crescente e contas cada vez mais difíceis de administrar.
- Em resumo: Selic em 15% ao ano, projeção de dívida bruta a 99% do PIB em 2030 e risco de o governo pegar cerca de 8% do PIB por ano só para pagar juros.
Entenda a dinâmica que preocupa investidores
A revista destaca que o Brasil combina sinais considerados positivos — crescimento econômico, banco central com independência formal e um orçamento primário quase equilibrado — com uma trajetória de endividamento que a publicação chama de explosiva.
Com a Banco Central mantendo a Selic em 15% ao ano, The Economist estima que o governo “provavelmente tomará emprestado cerca de 8% do PIB por ano apenas para pagar a conta de juros”, mesmo com as contas primárias próximas do equilíbrio.
“Pode parecer dolorosamente difícil, em um mundo populista, ao mesmo tempo, prometer baixa inflação e gastar menos com os idosos. Mas isso não é nada comparado à escolha agonizante que se aproxima do Brasil: entre uma austeridade profunda e uma espiral aterradora de juros e dívida.”
Contexto político, pensões e o efeito sobre países ricos
A análise aponta fatores institucionais e históricos: instituições que, segundo a revista, mostraram fragilidade em momentos políticos críticos; uma memória da hiperinflação que encurta o “pavio” da inflação; e regras constitucionais que tornam os gastos com aposentadorias — hoje perto de 10% do PIB — muito difíceis de ajustar.

O editorial também alerta que as mesmas pressões demográficas e de gastos com saúde poderão impactar economias avançadas, citando sinais iniciais de “brasilização” nos Estados Unidos e o risco de perda de credibilidade fiscal caso não haja reformas estruturais.
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Crédito da imagem: Divulgação
