Salas da fúria: mulheres pagam para destruir objetos como alívio
East Sussex, Reino Unido – Espaços conhecidos como “salas da fúria” têm atraído público, sobretudo mulheres, dispostas a pagar para quebrar televisores, louças e móveis como forma de alívio do estresse — uma prática que promete alívio imediato, mas também levanta questões sobre bem‑estar emocional e segurança.
- Em resumo: pessoas pagam para extravasar fisicamente a raiva e, segundo frequentadoras e especialistas, saem mais leves; a tendência tem origem no fim dos anos 2000 e cresce em países como Reino Unido e Estados Unidos.
Entenda a dinâmica: o que acontece numa sessão
Em salas equipadas com proteção e ferramentas (tacos, martelos, até carros para amassar), clientes destroem itens descartados por seus donos. A prática, que ganhou tração desde o final dos anos 2000 — com relatos de experiências paralelas no Japão e nos EUA, onde Donna Alexander montou uma sala na garagem do Texas — é vendida como uma forma de “reset” físico e mental.
Algumas frequentadoras relatam surpresa: em vez de perder o controle, descrevem a experiência como uma liberação controlada que reduz tensão. Para contexto sobre saúde mental e a importância de espaços seguros para expressão emocional, veja dados da Organização Mundial da Saúde, que aponta a depressão como uma das principais causas de incapacidade global.
“Depois que me adaptei, vivenciei a experiência mais como uma liberação física do que como uma explosão emocional.”
Impacto social e psicológico
Proprietárias e terapeutas relatam uma predominância feminina entre clientes. Kate Cutler, de East Sussex, disse que mulheres procuram o serviço por rompimentos, traições ou por um “acúmulo de raiva” cotidiano. Para algumas, a sessão faz parte de um conjunto de estratégias para lidar com pressões profissionais e familiares.

Especialistas ouvidas em reportagens apontam que, culturalmente, mulheres podem ser condicionadas a reprimir raiva — o que pode se manifestar em ansiedade, enxaqueca ou outros sintomas somáticos. Algumas terapeutas defendem que espaços controlados para expressão da raiva podem ser úteis, desde que combinados com suporte psicológico quando necessário.
O que você acha? Essas salas são uma alternativa saudável para aliviar o estresse ou só um paliativo momentâneo? Para mais histórias e análises sobre cultura e comportamento, acesse nossa editoria Pop.
Crédito da imagem: Divulgação / G1
