21.9 C
Ceará
sábado, março 14, 2026

Greve na Argentina paralisa fábricas e ameaça 40% das importações

Greve na Argentina paralisa fábricas e ameaça 40% das importações

Argentina – Na última quinta-feira (19 de fevereiro de 2026), uma greve geral interrompeu a produção em diversas fábricas de automóveis do país, em reação à reforma trabalhista proposta pelo presidente Javier Milei, que prevê aumento da jornada e mudanças em férias, indenizações, licenças médicas e negociações coletivas. O movimento pode reverberar no abastecimento do Brasil, que depende fortemente das plantas argentinas.

  • Em resumo: fábricas da Ford, Volkswagen, Toyota, Stellantis e Mercedes pararam; a Argentina forneceu cerca de 200 mil veículos ao Brasil em 2025 — ~40% das importações.

Entenda a dinâmica da paralisação

A greve foi convocada como resposta direta à proposta de Milei e atingiu linhas de montagem espalhadas pelo país, com impacto imediato em cidades como Pacheco, Zárate, Córdoba e Virrey del Pino. Para contexto sobre o fluxo comercial entre Brasil e Argentina, veja dados do IBGE.

O país vizinho foi responsável por cerca de 200 mil veículos enviados ao Brasil em 2025, o que representa aproximadamente 40% do total importado pelo mercado brasileiro no ano.

“A Ford produz em Pacheco a Ranger, que no ano passado vendeu mais de 34 mil unidades no Brasil.”

Quem foi afetado e qual o impacto

Entre as plantas paralisadas estão: Ford (Pacheco), Volkswagen (linhas em Pacheco e Córdoba), Toyota (Zárate), Stellantis (Córdoba e Palomar) e Mercedes-Benz (Virrey del Pino). A Toyota monta em Zárate a Hilux, a SW4 — que juntas somaram mais de 66 mil unidades vendidas no Brasil em 2025 — além da Hiace. A Ford produz a Ranger em Pacheco, que vendeu mais de 34 mil unidades no Brasil no ano passado.

A Stellantis interrompeu produção dos Fiat Cronos, Titano e da picape RAM Dakota em Córdoba; a planta de Palomar tinha pausa programada e voltará ao trabalho em 2 de março. A fábrica da Renault em Santa Isabel também suspendeu atividades, mas com parada técnica previamente agendada.

A Volkswagen afirmou que a paralisação seria apenas nesta quinta-feira, com retomada prevista para sexta e sem impacto esperado nas entregas ao cliente final. Toyota, Ford, Stellantis e Mercedes não haviam se manifestado até a publicação desta nota.

O que você acha? A paralisação é justificável diante da reforma trabalhista proposta por Milei? Para mais detalhes, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação

Marta Silva
Marta Silva
Atuo como jornalista independente, desenvolvendo conteúdos informativos com olhar crítico e apuração responsável. Meu trabalho é guiado pela busca por fatos relevantes, contexto claro e informação confiável para o leitor.
Últimas Notícias
Saiba Mais

Destaques de Agora