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Reforma limita greves; confronto em Buenos Aires antes da votação
Buenos Aires – Policiais e manifestantes entraram em confronto em 19 de fevereiro de 2026 em frente ao Congresso argentino, quando a Câmara dos Deputados iniciou a discussão do projeto de reforma trabalhista enviado pelo governo de Javier Milei. O choque ocorreu em meio a uma greve geral que paralisou transporte e comércio, e que já afetou voos na região.
- Em resumo: polícia usou gás lacrimogêneo e canhões d’água para conter tentativas de furar bloqueios; a reforma prevê amplas flexibilizações e limites a greves.
Entenda a dinâmica dos protestos e da segurança
Relatos locais dizem que as forças reagiram depois que manifestantes tentaram romper as barreiras que isolavam o prédio do Congresso, na área central da capital.
O governo estabeleceu “medidas de segurança” para a imprensa e advertiu sobre possíveis “atos de risco” nos dias de protesto. Organizações de segurança pública têm monitorado o uso de força em manifestações — veja análises do Fórum Brasileiro de Segurança Pública sobre respostas policiais e direitos de manifestação.
“Diante de atos de violência, nossas forças agirão”, dizia o texto do governo sobre as medidas de segurança.
Contexto e impacto da reforma
O Senado já aprovou o texto na semana anterior; a expectativa do governo é votar o projeto em plenário em 25 de fevereiro e aprová-lo até 1º de março, quando Milei abrirá o período de sessões ordinárias.
A proposta, considerada uma das maiores mudanças na legislação trabalhista em décadas, flexibiliza férias (mínimo de sete dias e fracionamento), amplia períodos de experiência (até seis meses, com possibilidade de 8 ou 12), permite jornadas de até 12 horas diárias em regimes de compensação e impõe limites a greves em serviços essenciais (entre 50% e 75% de serviço mínimo).

O texto também prevê redução no cálculo de indenizações, possibilidade de pagamento parcelado (até seis vezes para grandes empresas e 12 para pequenas e médias) e exclui servidores públicos nacionais, estaduais e municipais — exceto nas regras sobre greve em serviços essenciais. Segundo a EPH/INDEC (3º tri de 2025), a Argentina tinha 13,6 milhões de pessoas ocupadas e cerca de 1 milhão de desempregados, taxa de desocupação de 6,6%.
O que você acha? A reforma é necessária para formalizar empregos ou reduz direitos trabalhistas? Para mais detalhes, acesse nossa editoria Mundo.
Crédito da imagem: Divulgação / AFP
