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Azul: ações caem 36,27% após oferta de R$4,98 bi na reestruturação
Azul – Na quinta-feira (19), as ações da companhia aérea registraram queda de 36,27%, depois que a empresa anunciou uma nova oferta de papéis para captar R$ 4,98 bilhões como parte do seu plano de reestruturação financeira. O movimento pressionou o preço dos papéis, que encerraram o pregão a R$ 162,50.
- Em resumo: Oferta de 45,48 trilhões de ações ao preço de R$ 0,0001096566 reduz juros via conversão de dívida, mas dilui acionistas e pressiona o mercado.
Entenda a dinâmica da oferta
A emissão envolve 45,48 trilhões de papéis ordinários, cotados a R$ 0,0001096566 cada, e eleva o capital social para R$ 21,76 bilhões, dividido em 54,7 trilhões de ações.
Operações dessa magnitude alteram a estrutura acionária e o “free float” da companhia, com impactos diretos sobre a participação dos acionistas existentes e a liquidez dos papéis. Para referência sobre regras e funcionamento de mercados e captações, veja informações do Banco Central (BCB).
“Essa decisão reforça a consistência geral da reestruturação proposta, permitindo que a companhia avance para as próximas fases de implementação.” (comunicado da Azul, 12 de dezembro)
Contexto e impacto para investidores
A medida faz parte do processo de recuperação judicial da Azul nos Estados Unidos (Chapter 11), iniciado em maio do ano passado, e cuja proposta de reorganização teve aprovação da Justiça americana em dezembro.
Segundo a companhia, a entrada no Chapter 11 decorreu dos efeitos da pandemia de Covid‑19 combinados a pressões macroeconômicas e setoriais, que elevaram o endividamento e levaram a diversas rodadas de captação entre 2020 e 2025.

As ações emitidas na oferta passarão a ser negociadas na bolsa na próxima segunda-feira (23), conforme fato relevante divulgado pela Azul, definindo o próximo capítulo da reestruturação e as condições para investidores recuperarem valor no longo prazo.
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Crédito da imagem: Divulgação
