Menescal, 88, valida o balanço de Muca em ‘Beleza’
São Paulo (SP) – Roberto Menescal, ícone remanescente da primeira geração da bossa nova, assina e participa do álbum “Beleza”, trabalho coassinada com o produtor e compositor Muca, com lançamento marcado para 29 de maio. A parceria une a tradição do violão carioca ao recorte contemporâneo de Muca, que escreveu, arranjou e produziu as 12 faixas.
- Em resumo: Álbum bilíngue (metade em português, metade em inglês), com 12 intérpretes diferentes; trilha mistura sambossa, folk e toques eletrônicos.
Por que a assinatura de Menescal importa
Aos 88 anos, Menescal não só tocou violão nas gravações como eventualmente emprestou voz — destaque para o samba “A beleza de ser” (Muca e César Lacerda) interpretado por Ilessi.
O aval de um veterano que ajudou a estabelecer a bossa desde 1958 confere peso histórico ao projeto; a própria história do gênero é documentada em fontes especializadas sobre a bossa nova.
“Único remanescente da primeira geração de compositores e instrumentistas da Bossa Nova, movimento que dividiu águas na música do Brasil…”
O que o álbum promete e onde oscila
Muca, criado em São Paulo, viveu em Londres desde 2009 e, após 16 anos na capital inglesa, voltou a trabalhar com a tradição brasileira a partir de 2025. O disco traz metade das letras em português, todas assinadas em versos por César Lacerda, e mistura samba, soul e folk.

As três primeiras faixas recebem elogios unânimes pela coesão e força. Em seguida, a qualidade do repertório oscila, embora os arranjos e interpretações mantenham elegância — segundo a crítica, o disco poderia ganhar em concisão com três ou quatro faixas a menos.
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Crédito da imagem: Divulgação
