- Rastro no Mar do Norte: 11 dias sem sinal de Vitória Barreto
- Agricultor recusa ofertas e mantém sítio com possível petróleo CE
- Bolsonaro na UTI: broncopneumonia agrava pena de 27 anos
- Justiça quebra sigilo de Vitória Barreto após sumiço misterioso
- Selo Prata do MEC expõe gestão anterior e pressiona Caucaia
Ibaneis enfrenta aliados para liberar R$ 2,6 bi ao BRB
Distrito Federal – O governador Ibaneis Rocha (MDB) vê pela primeira vez aliados da sua base resistirem à aprovação do projeto que autoriza o uso de 12 terrenos públicos como garantia para o socorro ao Banco de Brasília (BRB). A votação está marcada para a próxima terça-feira (24) e pode definir se o GDF conseguirá cobrir as perdas que obrigaram o banco a provisionar R$ 2,6 bilhões.
- Em resumo: Deputados aliados demonstram insatisfação e exigem contrapartidas, enquanto o GDF pressiona pela aprovação rápida.
Transmissão: Globo | Record
Entenda a dinâmica
A resistência vem de parlamentares que temem desgaste eleitoral em 2026 — muitos foram cobrados pela aprovação, no ano passado, de negócios com o Banco Master. O rompimento ocorreu após a compra de carteiras de crédito de R$ 12 bilhões sem lastro, operação ligada ao banco do empresário Daniel Vorcaro, liquidado em novembro.
O Banco Central determinou que o BRB constitua provisões de R$ 2,6 bilhões para cobrir o prejuízo, medida que aumenta a pressão política sobre o GDF.
“Não há consenso. Aliados se rebelaram e não querem votar”.
Contexto e impacto
Para aliados, a votação tende a gerar pedidos de cargos e favores em troca de apoio — prática comum na Câmara Legislativa do DF — e a base buscou minimizar o desgaste, acelerando as conversas nos bastidores. Wellington Luiz (MDB), presidente da CLDF, tem dado apoio público ao governador e arquivou quatro pedidos de impeachment recentemente, o que pode ajudar a articular o apoio necessário.
O desfecho terá efeito imediato nas finanças do BRB e na imagem do governo: se o projeto não passar, o banco pode enfrentar restrições adicionais do regulador e o GDF, novo capítulo de atritos com sua própria base.
O que você acha? A sua opinião conta: o uso de ativos públicos para socorrer bancos privados é justificável em nome da estabilidade? Para mais detalhes, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação
