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sábado, março 14, 2026

Embrapa usa dejetos de porcos e corta até 50% da água

Embrapa usa dejetos de porcos e corta até 50% da água

Embrapa – Pesquisadores em Concórdia (SC) desenvolveram um sistema capaz de transformar fezes e urina de suínos em água tratada, com aplicação na fazenda e até um experimento que gerou cerveja artesanal. A iniciativa visa reduzir o consumo de água potável na suinocultura e evitar a contaminação de rios.

  • Em resumo: O Sistema de Tratamento de Efluentes da Suinocultura (Sistrates) permite reduzir de 40% a 50% o uso de água nova e gerou 40 litros de cerveja experimental degustada em 2024 e 2025.

Como funciona e onde a água vai parar

O Sistrates trata os dejetos na granja e produz água utilizada para limpeza das instalações ou devolvida aos cursos d’água dentro dos padrões ambientais. A ideia de torná-la potável foi uma demonstração do potencial do processo, não um produto comercial.

Em um lote experimental foram produzidos 40 litros de cerveja artesanal; para o mestre cervejeiro Fernando Cavassin, a água tratada não alterou o sabor.

Para contextualizar a importância do reaproveitamento, o IBGE aponta a relevância do setor agropecuário no consumo de recursos hídricos no país, o que reforça a necessidade de soluções como essa.

“É uma lógica de nós diminuirmos a demanda por esses recursos hídricos de boa qualidade”, disse o pesquisador Airton Kunz.

Impactos práticos e custos

Além da economia de água, o processo gera fertilizantes e energia elétrica. Se instalado apenas até a etapa de reúso, os módulos representam entre 8% e 10% do investimento em uma granja, segundo Kunz, com custos de manutenção baixos.

O volume de dejetos varia: em granjas de engorda cada suíno produz cerca de 7 litros por dia; em unidades de reprodução, o número sobe para cerca de 20 litros por fêmea.

Complementarmente, a Embrapa também testa o reúso de águas cinzas (lavagem de louça e roupa) para irrigação doméstica, com filtros que evitam contaminação do lençol freático, mas atendem áreas pequenas pela limitação do volume disponível.

O que você acha? Esta tecnologia deveria ser incentivada por políticas públicas para reduzir a pressão sobre recursos hídricos? Para mais detalhes, acesse nossa editoria especializada.


Crédito da imagem: Divulgação / G1

Marta Silva
Marta Silva
Atuo como jornalista independente, desenvolvendo conteúdos informativos com olhar crítico e apuração responsável. Meu trabalho é guiado pela busca por fatos relevantes, contexto claro e informação confiável para o leitor.
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