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Gesseiro é preso com baladeira tentando lançar drogas na PIRC
Juazeiro – Um homem foi detido na manhã desta segunda-feira após ser flagrado arremessando drogas para dentro da Penitenciária Industrial e Regional do Cariri (PIRC) usando uma baladeira, episódio que expõe falhas de segurança e intensifica a fiscalização sobre tentativas de envio de entorpecentes a internos.
- Em resumo: Eliseu Barros Neto, 45, foi preso com baladeira e embalagens contendo maconha e comprimidos psicotrópicos próximo à Guarita 7, na lateral da Ala J.
Entenda a dinâmica da ação e a prisão
O crime ocorreu por volta das 9h, perto da Guarita 7, área que protege internos ligados ao Comando Vermelho (CV). Segundo a ocorrência, Eliseu Barros Neto, gesseiro de 45 anos e morador do bairro Santa Tereza, utilizava a baladeira para lançar os pacotes para o interior da Ala J da PIRC.
Ao perceber a movimentação, policiais penais abordaram Eliseu. Um comparsa conseguiu fugir e o acusado foi levado à Delegacia Regional de Polícia Civil de Juazeiro para procedimentos. A unidade informou que a equipe de inteligência já monitorava o homem por tentativas anteriores de introdução de entorpecentes.
“Ele utilizava a baladeira para fazer os entorpecentes chegarem ao interior da Penitenciária Industrial e Regional do Cariri (Pirc).”
Contexto familiar e histórico criminal que chamam atenção
O caso ganha maior gravidade porque o filho de Eliseu, Felipe Correia Barros, 23, é um dos internos da PIRC e responde por furto qualificado. Em janeiro deste ano, Felipe participou — segundo a investigação — de uma tentativa de homicídio contra outro interno durante um jogo de futebol na unidade.
O próprio Eliseu tem ocorrências antigas: responde por danos, roubo, tráfico, ameaça e tentativa de homicídio. Em 4 de maio de 2006, na Avenida Castelo Branco (Betolandia), ele tentou matar José Ronaldo Ribeiro com um tiro de garrucha, motivado por rixas antigas.

Especialistas apontam que a introdução de drogas em unidades prisionais alimenta ciclos de violência e dificulta a gestão interna; dados do Atlas da Violência (IPEA) mostram como falhas estruturais e contrabando impactam a segurança dentro dos presídios.
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Crédito da imagem: Divulgação / Portal M1
