- Rastro no Mar do Norte: 11 dias sem sinal de Vitória Barreto
- Agricultor recusa ofertas e mantém sítio com possível petróleo CE
- Bolsonaro na UTI: broncopneumonia agrava pena de 27 anos
- Justiça quebra sigilo de Vitória Barreto após sumiço misterioso
- Selo Prata do MEC expõe gestão anterior e pressiona Caucaia
UE adia acordo com EUA após Trump elevar tarifa global a 15%
Parlamento Europeu – A Comissão de Comércio Internacional do Parlamento realizou nesta segunda-feira (23) uma reunião extraordinária e decidiu suspender a implementação do acordo comercial com os Estados Unidos, enquanto busca esclarecimentos sobre as novas tarifas anunciadas por Donald Trump. Transmissão: Band.
- Em resumo: A suspensão ocorre após Trump anunciar uma sobretaxa global de importação de 15%, medida que altera as condições do pacto fechado em julho.
Entenda a jogada que reabre tensões no comércio
A decisão dos eurodeputados adia a deliberação que a Comissão planejava submeter à votação na terça-feira, antes da sessão plenária marcada para o próximo mês.
O acordo firmado em julho limitava as tarifas americanas sobre a maioria dos produtos europeus em 15%, ante os 30% que Trump havia ameaçado. Com a nova medida, a Comissão Europeia pediu no domingo (22) esclarecimentos a Washington.
Choques tarifários e medidas comerciais têm potencial de repercutir em câmbio e inflação global; instituições como o Banco Central apontam que choques externos costumam aumentar volatilidade nos mercados.
“A suspensão ocorrerá ‘enquanto a Comissão não esclarecer com os Estados Unidos as condições das novas tarifas alfandegárias’.” — Zeljana Zovko (PPE)
Contexto imediato e possíveis consequências
A Suprema Corte dos EUA anulou o chamado “tarifaço” aplicado em abril de 2025, e Trump reagiu inicialmente com uma sobretaxa global de 10%, elevando-a para 15% em 24 horas, apoiando-se em uma lei de 1974.

Segundo reportagens, a nova sobretaxa tem duração limitada a 150 dias segundo o texto legal e só pode ser prorrogada com aprovação do Congresso, o que amplia a incerteza sobre prazos e compensações — inclusive reembolsos bilionários de taxas já recolhidas.
O movimento provoca pressão diplomática: a China já declarou que defenderá firmemente seus interesses, e jornais europeus descrevem o episódio como um revés para a política externa americana.
O que você acha? A suspensão do Parlamento europeu é suficiente para proteger o comércio da UE? Para mais detalhes, acesse nossa editoria Mundo.
Crédito da imagem: Divulgação
