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EUA zeram tarifa para aviões brasileiros e alteram regra
Governo federal – anunciou que o novo regime tarifário dos Estados Unidos exclui as aeronaves fabricadas no Brasil das novas tarifas, deixando a alíquota em zero — antes, o imposto aplicável era de 10%. A mudança altera a competitividade das exportações brasileiras no maior mercado mundial e tem impacto direto em fabricantes como a Embraer, que anunciou nesta terça-feira (24) nova geração dos jatos executivos Praetor 600E e 500E.
- Em resumo: aviões produzidos no Brasil ficam isentos das novas tarifas dos EUA; cerca de US$ 9,3 bilhões em exportações brasileiras podem passar a enfrentar alíquotas globais de 10% ou 15%.
Entenda a dinâmica
A decisão vem após a Suprema Corte dos EUA ter considerado, na sexta-feira (20), que o então presidente havia extrapolado sua autoridade ao impor um aumento amplo de tarifas — o chamado “tarifaço”. Em reação, o governo americano anunciou a aplicação de uma tarifa global inicialmente de 10% e, em seguida, afirmou que poderia subir para 15%, embora a ordem executiva com a alíquota de 15% ainda não tenha sido publicada. Veja a página oficial da Suprema Corte dos EUA para detalhes sobre decisões recentes: supremecourt.gov.
Com a exclusão das aeronaves brasileiras, esses bens passam a competir em igualdade com produtos de outros países submetidos à mesma alíquota global.
“Com as mudanças, os aviões brasileiros passa a contar com alíquota zero para ingresso no mercado norte-americano, antes fixada em 10%.”
Contexto e impacto
O governo destaca que aeronaves fabricadas no Brasil foram o terceiro principal produto exportado para os EUA em 2024 e 2025. Estimativas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços apontam que, com o novo regime, cerca de 25% das exportações brasileiras destinadas aos EUA — o equivalente a US$ 9,3 bilhões — ficarão sujeitas a tarifas de 10% ou 15%.
O pacote também beneficia setores como máquinas e equipamentos, calçados, móveis, confecções, madeira, produtos químicos, rochas ornamentais e produtos agropecuários (pescado, mel, tabaco e café solúvel). As tarifas baseadas na Seção 232 permanecem inalteradas.

No âmbito do comércio bilateral, o fluxo entre Brasil e EUA alcançou US$ 82,8 bilhões em 2025, 2,2% acima de 2024: exportações de US$ 37,7 bilhões e importações de US$ 45,1 bilhões, resultando em déficit de US$ 7,5 bilhões para o Brasil — dados que precisam ser lidos no contexto da evolução do comércio exterior (consulte também informações do IBGE).
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Crédito da imagem: Divulgação / Embraer
