Documentos da Inquisição e religiosidade expostos no Ceará
Arquivo Público do Estado do Ceará – A instituição recebe, no dia 26 de fevereiro às 14h, a palestra e a abertura da exposição “Cotidiano e Sagrado no Ceará Colonial”, que propõe uma leitura decolonial do período colonial e traz reproduções e réplicas de documentos — inclusive registros relacionados à Inquisição — com impacto direto na forma como a memória religiosa e cultural do estado é compreendida.
- Em resumo: Palestra do Dr. Ronald Tavares e exposição gratuita reconstituem práticas religiosas e evidenciam protagonismos indígenas e afrodescendentes no Ceará colonial.
Por que isso importa
A mostra articula acervos do Arquivo Público com documentos do Arquivo Nacional da Torre do Tombo, ampliando fontes e perguntas sobre autorias e silenciamentos históricos.
Além da exibição, a palestra do professor Dr. Ronald Tavares apresenta uma leitura crítica dos séculos XVIII e XIX, destacando como práticas, objetos e irmandades moldaram identidades coletivas.
Para entender o papel dos arquivos na preservação dessas memórias, consulte o site do Arquivo Nacional.
“Leitura decolonial sobre o cotidiano do Ceará nos séculos XVIII e XIX” — proposta central da palestra e da exposição.
O que a exposição traz ao público
Organizada em três eixos — “Religiosidade e Materialidade”, “Religiosidade e Organização Social” e “Entre Santos e Promessas” — a mostra reúne oito expositores e ampliações de documentos com traduções paleográficas e provocações decoloniais.

O percurso evidencia objetos devocionais produzidos por mãos africanas, irmandades leigas de homens pretos como espaços de solidariedade e práticas de promessa e legado como estratégias espirituais em tempos de crise.
O que você acha? A abertura de arquivos e a reinterpretação de documentos coloniais podem transformar nossa percepção da história local? Para mais detalhes, acesse nossa editoria especializada.
Crédito da imagem: Divulgação / Governo do Estado do Ceará
